O período de defeso da Lagoa de Araruama é sinônimo de preocupação para boa parte dos cidadãos que vivem da pesca na Região dos Lagos. É pensando nisso que iniciativas visam diminuir o impacto dessa necessária interrupção dos trabalhos para a reprodução das espécies. Uma delas é a Bolsa Socioambiental, da Prolagos. A iniciativa destina, anualmente, R$ 120 mil para instituições que aplicam a quantia em ações para os pescadores.
O valor chega às associações durante o defeso, que vai de 1º de agosto a 31 de outubro. Nesse sentido, a verba pode ter usos diversos, como a realização de cursos profissionais, melhorias e reforma das unidades, compra de materiais diversos, entre outros. O benefício é uma parceria com a Câmara Técnica de Pesca.
O presidente da Associação de Pescadores Artesanais da Praia da Baleia, de São Pedro da Aldeia, Paulo Pinheiro Azeredo, comentou sobre o destino da quantia esse ano. “Como ganhamos ranchos novos, uma sede também nova, a gente investiu 80% na energia solar. Cada pescador aqui tem seu rancho, então a energia é para cada um. O restante, a gente já usou em outros setores também que gerenciam com pescadores”, afirmou.
Dessa forma, Paulo explicou que a associação já adiantou os trabalhos da prestação de contas, que se faz necessária para o benefício. De acordo com ele, para o grupo, que tem cerca de 70 pescadores, a verba do programa é de “suma importância”.
“O pescador está precisando, a gente elabora o que vai fazer e a gente faz essa divisão. Até em material. O motor do pescador quebra, aí está sem a verba. A gente destina esse dinheiro também para poder ajudar o pescador. Esse dinheiro é de suma importância para a gente”, pontuou.
Bolsa Socioambiental da Prolagos
A Bolsa Socioambiental da Prolagos beneficia também a Associação de Pescadores Artesanais Parque das Garças; a Associação de Pescadores Artesanais e Amigos da Praia da Pitória; a Colônia de Pescadores de Iguaba Grande Z-29 e a Colônia de Pescadores Z-4 de Cabo Frio.



