Servidores do IFF Cabo Frio decidem entrar em greve a partir do dia 29 de maio

formações de nível médio, técnico, tecnólogo e superior. Foto: Reprodução/ Internet

Durante reunião de assembleia geral realizada na tarde desta quarta-feira(15), o corpo docente e técnico-administrativo do Instituto Federal Fluminense (IFF) de Cabo Frio aprovou o início da greve na instituição. Decidida por 23 votos a favor e 22 contra, a paralisação está marcada para começar no dia 29 de maio. Enquanto o dia não chega, as aulas são mantidas para que os alunos sejam orientados sobre o procedimento a ser seguido.

A greve interrompe a continuação de todas as atividades do IFF campus Cabo Frio, que oferece formações de nível médio, técnico, tecnólogo e superior. A ação estava sendo pautada na instituição desde março, após a categoria dos Técnicos-Administrativos em Educação (TAE) de outros institutos federais do País ter aderido a decisão em 11 de março.

Depois de dois meses de negociação, as exigências dos servidores e docentes ainda não foram atendidas, mas seguem sendo discutidas com o governo federal. Estão entre as solicitações: recomposição salarial, reestruturação do plano de carreira dos TAE, recomposição orçamentária das IFES e investimentos para assistência aos estudantes.

A demora em aderir a paralisação no campus de Cabo Frio foi ocasionada pelo impacto da ação na vida dos alunos e no calendário acadêmico, que acabou de ser normalizado após os atrasos causados pela pandemia da Covid-19.

De acordo com Samir Emmanuel Dutra (24), estudante do 7º período do curso de Licenciatura em Química e vice-presidente do Diretório Acadêmico Estudantil Dona Rosa Geralda (DCE), a representação dos alunos do Instituto esteve em contato com as outras categorias durante todo o processo de tomada de decisão para debater as razões e as consequências da greve neste momento.

“Nós organizamos uma plenária para tentar unificar a opinião dos estudantes e apresentar o nosso ponto de vista sobre todo o processo aos professores e técnicos. O impacto na vida dos alunos e da própria instituição foi um dos principais motivos para a não unanimidade na votação sobre a greve, que terá como possíveis consequências [para os alunos] uma alta nos trancamentos das matrículas dos alunos dos cursos superiores.” afirmou Samir.

“Esperamos que a greve dure pouco, que as exigências sejam atendidas e que também melhorem as condições de permanência do campus. Muitas das coisas que lutamos estão na lista para serem avaliadas [pelo governo]. Queremos bandejão no IFF Cabo Frio, passe livre universitário. Se isso for conquistado, a luta vai ter valido a pena.” concluiu.

O coletivo estudantil Dona Rosa Geralda tem apoiado a greve dos servidores e acredita que a paralisação é necessária para que melhorias sejam implementadas na educação pública.

FacebookWhatsAppTelegramXThreads