A greve do Instituto Federal Fluminense de Cabo Frio (IFF) acabou e, após 33 dias de paralisação, a instituição retomou as atividades administrativas nesta segunda-feira (1). As aulas voltam ainda nesta semana, na próxima quarta-feira (3), quando, também, será realizada a primeira assembleia estudantil pós greve, para informar e orientar sobre a finalização do período acadêmico.
A movimentação grevista da instituição foi finalizada na última quinta-feira (27), quando o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) assinou o acordo proposto pelo Governo Federal. A decisão de aceitar o acordo foi divulgada no dia 19 de maio.
A decisão de retomar as atividades administrativas antes das aulas partiu da reitoria do IFF e foi divulgada na sexta-feira (28) passada. Nesta segunda-feira (1), os ajustes que permitirão o retorno das atividades escolares estão sendo realizados. Para este momento, a direção divulgou, apenas, a orientação de os professores não devem aplicar provas no primeiro dia do retorno e que as férias começam assim que o período for finalizado.
No início da greve, o diretor do IFF Cabo Frio, Thales Bittencourt, afirmou que a finalização segura do período acadêmico e o ingresso dos estudantes do segundo período do ano seriam as prioridades após a greve. O portal Fonte Certa entrou em contato com a direção do Instituto para saber como o calendário seguirá a partir deste momento, e a matéria será atualizada assim que recebermos resposta.
Saldo da greve
Segundo o acordo aceito pelos Docentes e Técnicos-administrativos em Educação (TAE), fica estabelecido que as categorias terão acesso a uma série de melhorias a partir do próximo ano.
Os docentes terão reajuste linear do plano de carreira; equiparação das classes docentes I e II – auxiliar e assistentes; alteração do decreto nº 1.590/1995, de controle de frequência, e revogação da portaria nº 983/2020, que estabeleceu parâmetros específicos de carga horária a ser cumprida pelos docentes em atividades de ensino e determina a obrigatoriedade de registro eletrônico de frequência a essas atividades; e a reconstrução do Conselho Permanente de Conhecimento e Competência (CPRSC).
Para os TAE’s, as conquistas foram ligadas a recomposição salarial e de carreira, além da promoção do reposicionamento dos benefícios dos aposentados. Após a greve, a categoria passará a ter promoções a partir do Reconhecimento de Conhecimento e Competência (RSC). A alteração do Decreto n° 9.991/2019, que visa o retorno do plano de capacitação para as universidades e institutos, é uma das ações que garantirá o progresso de carreira dos técnicos. Além desses, o prazo de abertura e adesão do PCCTAE será revisto.
Houve, também, conquistas para as instituições federais de todo o País, que receberão recomposição parcial do orçamento das universidades e institutos.
O Diretório Acadêmico Estudantil Dona Rosa Geralda considera que a greve foi um período importante para a educação pública e de qualidade.
“Saímos vitoriosos dessa greve, com muitas conquistas”, pontuou o coletivo estudantil.


