Política Nacional Cultura Viva é pauta de formação cultural nesta quarta-feira (30), em São Pedro da Aldeia

Iniciativa busca tirar dúvidas dos agentes culturais do município, além de promover o mapeamento, diagnóstico, busca ativa e articulação do setor

Iniciativa busca tirar dúvidas dos agentes culturais do município, além de promover o mapeamento, diagnóstico, busca ativa e articulação do setor. Foto: Ilê Ase Iya Oju Omi

Os agentes culturais de São Pedro da Aldeia terão a chance de tirar suas dúvidas sobre a Política Nacional Cultura Viva nesta quarta-feira (30), a partir das 19h, durante um encontro de formação na Casa do Artesão. A iniciativa busca descomplicar o entendimento sobre a política cultural, além de promover o mapeamento e diagnóstico do setor, a busca ativa e a articulação entre os fazedores de cultura do município. Para participar, é necessário se inscrever previamente através do formulário disponibilizado pelo Ponto de Cultura Aldeense Ilê Ase Iya Oju Omi. (Clique aqui)

Fruto de uma parceria entre o Pontão Cultura + Viva, a Rede Cultura Viva Baixadas Litorâneas e a Associação de Artesãos de São Pedro da Aldeia, o encontro de formação foi pensado através de uma demanda pelo fortalecimento e troca de saberes entre as comunidades culturais da região.

“A parceria com o Ponto de Cultura +Viva RJ e a Rede Cultura Viva Baixadas Litorâneas é uma grande oportunidade para nós. A união entre os pontos de cultura e a nossa rede é fundamental para valorizar a produção local e garantir que o artesanato e as expressões culturais da nossa cidade cheguem mais longe. Estamos muito felizes com essa parceria e confiantes de que ela trará resultados positivos para todos os envolvidos.”, destacou a presidente da Associação dos Artesãos de São Pedro da Aldeia, Rita Bittencourt.

A formação será ministrada pela Coordenadora da Meta de Formação, Juliane Carvalho. Ela explica que a formação é uma ferramenta poderosa para transformar realidades e pode influenciar na construção de uma política democrática e inclusiva.

“Difundir conhecimento é essencial para combater a desinformação e garantir que mais pessoas compreendam e acessem a Política Nacional de Cultura Viva. Como facilitadora, vejo o quanto é fundamental que os fazedores de cultura se reconheçam como protagonistas e tenham clareza de seus direitos. Só assim conseguimos fortalecer a cultura de base comunitária e avançar na construção de uma política verdadeiramente democrática e inclusiva.”, afirmou.

Formação também será levada a outros municípios do estado do Rio

Ainda segundo Juliane, com o apoio do Edital de Fomento a Pontões de Cultura do Ministério da Cultura e foi aprovado em agosto de 2023, o objetivo é que a formação seja levada a todas as regiões do estado. A ação será realizada através dos pontos de cultura que integram o Pontão Cultura + Viva RJ.

O grupo foi proposto pelo Bantu Brasil (Rio de Janeiro), que atua em conjunto com Comitê Gestor composto pela Associação Cia Teatral Língua de Trapo (Petrópolis), Associação Grupo Sócio Cultural Cara da Rua (Miracema), Associação Grupo Teatral Acto (Macaé), Associação Musical e Dramática Honório Coelho (Silva Jardim) e Ilê Ase Iya Oju Omi (São Pedro da Aldeia). Além da atividade em São Pedro da Aldeia, já foram realizadas ações nas caranavas de Silva Jardim e Miracema, e a iniciativa chega a Petrópolis no mês de maio.

Segundo Joseane Carvalho, presidente do Ile Asé Iya Oju Omi, a realização da formação e outras iniciativas culturais mostra a importância do ponto de cultura local e do fortalecimento do setor através da articulação dos fazedores de cultura.

“Ter o Ile Ase Iya Oju Omi ponto de cultura e ponto de memória em São Pedro da Aldeia, integrado ao Comitê Gestor, é um marco fundamental para a cultura local. Isso representa não só o reconhecimento da potência cultural da região, mas também a possibilidade real de articulação, escuta e construção coletiva com os fazedores de cultura do território. O impacto é direto: fortalece as iniciativas existentes, incentiva novas expressões e garante que a política pública chegue de forma efetiva à ponta, respeitando a identidade e as necessidades da comunidade.”, contou.

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