Mais de 30 mil mulheres foram vítimas de violência no estado do Rio em 2025

Na Região dos Lagos, Cabo Frio lidera ranking de casos registrados desde o início do ano

Na Região dos Lagos, Cabo Frio lidera ranking de casos registrados desde o início do ano

Em 2025, 30.978 mulheres foram vítimas de violência no estado do Rio de Janeiro, segundo o novo painel de Violência Interpessoal/Autoprovocada do MonitoraRJ. Os números representam 73,5% das 42.152 notificações realizadas por unidades de saúde em todo o estado. E entre os registros, a Região dos Lagos conta com 880 casos de violência contra a mulher em 2025.

Segundo o painel, no cenário regional, Cabo Frio lidera o ranking de casos de violência em 2025 com 254 notificações até o mês de agosto, seguido de Araruama (284), São Pedro da Aldeia (98), Arraial do Cabo (91), Iguaba Grande (82) e Armação dos Búzios (71).

A plataforma da Secretaria de Estado de Saúde aponta a violência física como a forma mais frequente de agressão, enquanto o estupro lidera entre os casos de violência sexual. Os dados também mostram reincidência significativa: 42% das vítimas foram agredidas mais de uma vez.

As informações são classificadas com base nas notificações realizadas pelos profissionais em todo o estado do Rio de Janeiro. Segundo a Secretaria de Saúde, quando uma pessoa em situação de violência dá entrada com sinais de violência num serviço de saúde, é acolhida pelos profissionais que notificam o caso e registram na ficha a violência principal sofrida pela pessoa, mesmo que ela tenha sofrido vários tipos de agressões em uma mesma situação. Esses dados permitem compreender e tipificar a violência sofrida.

“Ao reunir e qualificar esses indicadores, conseguimos mapear os casos de violência no estado e compreender as circunstâncias em que as pessoas em situação de violência estão inseridas. A partir disso, é possível elaborar políticas públicas com base na realidade vivida por nós mulheres e, assim, reduzir as vulnerabilidades sociais e garantir um futuro mais justo”, pontua a secretária de Estado de Saúde, Claudia Mello.

Coordenado pela Secretaria de Estado da Mulher para embasar políticas públicas de enfrentamento à violência de gênero, o painel será integrado ao Observatótio do Feminicídio em breve.

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