O ex-governador do Rio de Janeiro Claudio Castro anunciou no fim da tarde desta quinta-feira (28) que desistiu de concorrer a uma vaga no Senado Federal, nas eleições deste ano. Duas recentes operações da Polícia Federal das quais foi alvo, num período de menos de 15 dias, foi considerado fator determinante para Castro jogar a toalha, dado o desgaste em sua imagem.
Em vídeo postado nas suas redes sociais. o ex-governador disse que vai se dedicar à família e à sua defesa jurídica. Ele reclamou da repercussão do caso.
“Minha família está passando por momentos que jamais imaginei que ia passar. Dias de dor, de exposição, de mentiras, de narrativas —muito pior que a mentira é a meia-verdade. O que transforma atos corretos em tentativas de criminalizar o que era correto”, afirmou.
Na última terça (26), Castro foi alvo de uma operação que investiga transferências de R$ 3,7 bilhões do Rioprevidência (fundo de pensão dos servidores estaduais) para o Banco Master e fundos ligados à instituição financeira.
Dias antes, a PF promoveu operação para apurar o suposto favorecimento do ex-governador em favor do grupo Refit, ligado ao empresário Ricardo Magro, apontado pelos investigadores como sonegador de impostos.
Na esfera eleitoral, Castro responde a processo por suposto abuso de poder político nas eleições de 2022. Mesmo após renunciar ao cargo, o ex-governador foi condenado e tornado inelegível.

