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Associação da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo pede liberação de recursos de Fundos Ambientais para pescadores atingidos pelas chuvas

Atividades no cais da Marina dos Pescadores, de onde saem os passeios turísticos, estão paralisadas

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Desde o temporal que caiu sobre Arraial do Cabo, no último domingo (28), já são mais de 200 horas sem atividades no cais da Marina dos Pescadores, de onde saem os passeios turísticos, dentro da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo. Além disso, as atividades de pesca artesanal também foram prejudicadas e suspensas, por conta das condições do mar extremo, que se estendeu por toda esta semana.

A Associação da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (AREMAC), que é a Concessionária do Direito Real de Uso da RESEXMar-AC fez um levantamento fotográfico e em vídeo das áreas atingidas e encaminhou ofícios ao ICMBio, ao Fundo Brasileiro do Meio Ambiente (FUNBIO) e à Prefeitura de Arraial do Cabo, pedindo a liberação de recursos dos fundos ambientais para auxiliar os beneficiários atingidos pelo temporal de uma semana.

No domingo, a tempestade que alcançou 201mm, arrancou as embarcações de suas poitas, na Praia dos Anjos e em outros pontos em toda a orla da cidade, arremessando umas contra a outras e causando perda total em alguns casos. A Concessionária pede que seja urgente a liberação dos recursos para os pescadores artesanais atingidos, para minimizar os prejuízos que eles tiveram, às vésperas do verão.

“Para muitos pescadores e donos de embarcações, esse é o único meio de sobrevivência. Eles dependem do equipamento para trabalhar e agora é a hora de encontrar as soluções”, esclarece o presidente da AREMAC, Eraldo Cunha.

Eraldo lamenta ainda o fato de não existir um Fundo de Emergência para situações como esta. “Nas situações de derramamento de óleo, há mais de três anos, os pescadores e beneficiários também foram atingidos e tiveram as suas atividades interrompidas e até hoje não receberam nenhum auxílio”, lembra.

O último grande acidente ambiental com óleo ocorreu eu abril de 2019 e o processo se arrasta na Justiça desde então. Depois disso, veio a pandemia da COVID19 e mais uma vez atividades paralisadas. “Os pescadores artesanais acumulam prejuízos e está na hora de serem recompensados, por isso que estamos solicitando a liberação dos recursos urgentemente”, concluiu o presidente da AREMAC.

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