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Ato em memória a Marielle Franco reúne cerca de 500 pessoas na Praça Porto Rocha

Pautas defendidas pela vereadora carioca foram lembradas na homenagem, que teve oração para PM morto a poucos metros do local

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O ato em memória vereadora do Rio Marielle Franco (PSOL) e do seu motorista Anderson Pedro Gomes reuniu cerca de 500 pessoas na Praça Porto Rocha, no Centro de Cabo Frio, na noite desta quarta-feira (21), segundo estimativas da organização. Além do PSOL, o movimento reuniu integrantes de outras siglas e representantes de segmentos sociais, que representaram as causas que a vereadora defendia, como o Movimento de Mulheres, o Movimento Negro e de LGBTs.

O evento teve apresentações musicas alternadas a discursos, em que a tônica foi não apenas lembrar do legado deixado pela vereadora, mas de fazer críticas à política de Segurança Pública, sobretudo em relação à intervenção militar, conforme ela fazia.

Também foram lembrados os casos de feminicídio da região, como o ocorrido na semana passada, com Ingrid Veridiane, de 24 anos, encontrada morta no Dormitório das Garças, após ter sido violentada, e de Rayzza Ribeiro, assassinada em maio de 2016.

“Está sendo uma linda homenagem. São vários partidos, movimentos sociais, movimentos estudantis, movimentos feministas. Está sendo um ato muito singular, interessante e que está marcando o nome de Cabo Frio na política nacional”, comentou o presidente do PSOL de Cabo Frio, Lucas Muller.

Marielle era ativista e lutava pelas minorias.
Marielle era ativista e lutava pelas minorias. Foto: Reprodução/ Internet

A advogada, ativista e integrante da organização não-governamental Reação Mulher Ana Carolina Barreto fez eco às críticas que a líder política fazia à intervenção militar.

‘Se o poder emana do povo, o poder é nosso. Temos que ser ouvidos. Tem que acabar com essa farsa de governo. Tem que acabar com intervenção federal porque é um intervenção militar com roupagem de intervenção federal. É totalmente inconstitucional. Precisamos lutar contra qualquer retrocesso de direitos e lutar pela efetivação dos direitos conquistados”, disse.

Enquanto os manifestantes cobravam das autoridades mais segurança e exigiam a solução do caso de Marielle, a poucos metros dali, o cabo da PM Luciano Batista Coelho, de 39 anos, era morto a tiros quando tentava impedir um assalto a uma loja. Uma oração em memória do militar foi realizada ainda durante o evento.

Em meio a protestos isolados e palavras de ordem, também houve espaço para manifestações culturais, como música, poesia e grafite.

 

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