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Auto Viação Salineira diz que “inércia do poder público ao longo dos anos causa redução de ônibus na Região dos Lagos”

Em Carta aberta a população, empresas do grupo de transporte anunciam reduções na oferta de coletivos nas cidades

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Em uma Carta Aberta a população, publicada nesta quarta-feira (20), a Auto Viação Salineira, responsável pelo transporte de passageiros das cidades da Região dos Lagos, diz que “inércia do poder público ao longo dos anos causa redução de ônibus.” Além disso, empresas do grupo de transporte anunciam reduções na oferta de ônibus nas cidades.

“Ao longo de décadas, o setor de transporte coletivo de passageiros por ônibus tem enfrentado uma crise que se agravou profundamente com a pandemia da COVID-19. Os aumentos sucessivos de insumos, com destaque para o óleo diesel, a queda no número de passageiros pagantes e a multiplicação massiva do transporte clandestino têm incapacitado as empresas de ônibus em resolver um problema que está nas mãos do regulador das concessões: o poder público.” Diz trecho da carta.

As empresas relatam que para prolongar a sobrevivência dos serviços a curto prazo, reduções de horários e linhas estão sendo feitas, entretanto, a medida não é suficiente para equilibrar os contratos de concessão, além de prejudicar diretamente a população que em diversos locais conta unicamente com o ônibus para se locomover.

Em outro trecho da carta a empresa diz que as prefeituras e os governos estadual e federal são os responsáveis em garantir o cumprimento do contrato.

“As prefeituras e os governos estadual e federal são responsáveis por determinar horários, itinerários e frequência; acompanhar o cumprimento do que está previsto em contrato e garantir a viabilidade financeira das concessões, visto que, o transporte deve atender toda a população através de uma tarifa justa para os passageiros e suficiente para manter as empresas operadoras.” Continuou a empresa.

A empresa alega ainda que as tarifas não são suficientes para cobrir os elevados custos do serviço e o aumento provoca a intensa evasão de clientes para o transporte clandestino, que não possui legalidade e nem compromisso com as gratuidades, além de ser controlado em muitos casos por grupos criminosos.

“Os operadores têm alertado ao poder público e autoridades que, as empresas estão literalmente asfixiadas pela falta de medidas urgentes para dar fôlego na continuidade do serviço de transporte que está em colapso e sob iminente falência,” pontuou.

O Fontecerta.com enviou pedido de nota as prefeituras da área de atuação da empresa e assim que obtiver respostas a matéria será atualizada.

Leia a carta na integra

Ao longo de décadas, o setor de transporte coletivo de passageiros por ônibus tem enfrentado uma crise que se agravou profundamente com a pandemia da COVID-19. Os aumentos sucessivos de insumos, com destaque para o óleo diesel, a queda no número de passageiros pagantes e a multiplicação massiva do transporte clandestino têm incapacitado as empresas de ônibus em resolver um problema que está nas mãos do regulador das concessões: o poder público. As prefeituras e os governos estadual e federal são responsáveis por determinar horários, itinerários e frequência; acompanhar o cumprimento do que está previsto em contrato e garantir a viabilidade financeira das concessões, visto que, o transporte deve atender toda a população através de uma tarifa justa para os passageiros e suficiente para manter as empresas operadoras.

Lamentavelmente, na prática isto não é uma realidade. As tarifas não são suficientes para cobrir os elevados custos do serviço e o aumento provoca a intensa evasão de clientes para o transporte clandestino, que não possui legalidade e nem compromisso com as gratuidades, além de ser controlado em muitos casos por grupos criminosos.

O desequilíbrio nas contas das empresas de ônibus é evidente, pois o serviço já não é prestado com a mesma qualidade. A incapacidade das empresas em renovar a frota aumenta a idade média dos veículos, o que consequentemente impede o investimento em novas tecnologias e interfere diretamente no custo de manutenção dos coletivos. Sob a mesma ótica, também se destaca o impasse entre as necessidades de deslocamento dos clientes e a falta de recursos para ajustar o serviço e se necessário reforçar os itinerários.

As empresas relatam que para prolongar a sobrevivência dos serviços a curto prazo, reduções de horários e linhas estão sendo feitas, entretanto, a medida não é suficiente para equilibrar os contratos de concessão, além de prejudicar diretamente a população que em diversos locais conta unicamente com o ônibus para se locomover. Os operadores têm alertado ao poder público e autoridades que, as empresas estão literalmente asfixiadas pela falta de medidas urgentes para dar fôlego na continuidade do serviço de transporte que está em colapso e sob iminente falência.  

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