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Clésio Guimarães deixa Secretaria de Fazenda em Cabo Frio; ex-procurador assume a pasta

Bruno Aragutti vai passar a responder pelas finanças do município de Cabo Frio

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Nessa terça-feira (18), o governo municipal anunciou a saída do professor Clésio Guimarães Faria da Secretaria de Fazenda, depois de pouco mais de um ano. Ele será substituído por Bruno Aragutti Mônica que havia deixado a Procuradoria-Geral do município na segunda-feira (17).

Já Clésio passará a ser assessor especial do prefeito Adriano Moreno (DEM), assim como seu antecessor Antônio Carlos Nascimento Vieira, o Cati, e também responsável pela Casa do Empreendedor. Até o fechamento desta reportagem, as novas mudanças não haviam sido publicadas no Diário Oficial on-line do município.

“Com vasta experiência na área, Clésio atuará ainda na elaboração de benefícios fiscais atrativos para a instalação de empresas na cidade, uma alternativa para aumentar a arrecadação de impostos e desvincular da dependência financeira dos royalties neste momento em que Cabo Frio vive a pior crise financeira da história”, diz o comunicado da Prefeitura, que ressaltou ainda a experiência de Aragutti como advogado tributarista.

A troca de cargos no governo de Cabo Frio começou nessa segunda-feira (17), quando o professor Paulo Cotias entregou o cargo de secretário de Turismo. Seu sucessor ainda não foi anunciado. Horas mais tarde, o Diário Oficial publicou as exonerações do secretário de Cultura, Milton Alencar Junior, e do próprio Aragutti, da Procuradoria-Geral. Milton ainda não tem substituto, enquanto para a vaga de procuradora foi nomeada Renata Souto Perdigão Granha, que era subprocuradora de Saúde, Assistência Social, Educação e Lazer.

Desgaste – A saída de Clésio Guimarães acontece após um longo processo de desgaste que coincide com o período de atrasos salariais. Durante toda a gestão do economista e professor universitário, que também atuou em governos anteriores do ex-prefeito Marquinho Mendes, o governo municipal jamais conseguiu deixar de fracionar os salários. Nos últimos quatro meses, até mesmo os vencimentos de aposentados e pensionistas foram escalonados, contrariando a legislação.

A dificuldade de pagar em dia associada à pressão dos sindicatos de trabalhadores vinha minando o trabalho de Clésio, que chegou a admitir, mais de uma vez, a vontade de deixar o cargo, embora tenha declarado à Folha que não o entregaria. Na última entrevista ao jornal, mais uma vez falou da queda na arrecadação e na necessidade de cortar despesas para equilibrar as contas. Somente no primeiro semestre deste ano, a Prefeitura alega que deixou de arrecadar R$ 53 milhões, por causa da pandemia do novo coronavírus.

– Eu venho avisando ao prefeito desde agosto a necessidade de cortar de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões para conseguirmos chegar a um equilíbrio. Infelizmente, esse é um mal necessário. Vamos ter que trabalhar com o ‘mínimo do mínimo’. Com a folha mais enxuta, já equilibra, mas não põe [os salários] imediatamente em dia, pois hoje temos praticamente um mês de salário atrasado – declarou, na semana passada.

Fonte: Folha dos Lagos

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