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Covid-19: Casos disparam no verão em Cabo Frio

Pelo segundo mês seguido, município ultrapassa marca de mil registros de testes positivos

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Em janeiro, período de férias e auge da alta temporada, Cabo Frio registrou 1.141 novos casos confirmados e 65 mortes pela doença. Pelo segundo mês consecutivo, o número de diagnósticos positivos ultrapassa a marca das mil ocorrências. Em dezembro, no que é o recorde até o momento, a Secretaria Municipal de Saúde notificou 1.270 casos, só que com 29 óbitos. O levantamento foi publicado em matéria no site da Folha dos Lagos.

Até então, o pico de contágio havia sido no mês de agosto, com 736 casos confirmados do novo coronavírus. Nos três meses seguintes, foram registrados 537 (setembro); 369 (outubro) e 656 (novembro) novos casos, respectivamente. Nada que se compare à escalada observada desde o fim do ano passado. E os números ainda podem ser maiores. A Vigilância em Saúde Municipal trabalha com ‘dados sujeitos à revisão’, cenário que leva em conta os óbitos em investigação, assim como a defasagem nas notificações por parte das unidades de saúde.

Para a responsável pela Vigilância em Saúde de Cabo Frio, Lucy Pires, a disparada nos casos, nesse momento da pandemia, não é uma surpresa.  

– O aumento no número de casos e de óbitos já estava sendo previsto, tendo em vista as festas de fim de ano, apesar de todas as recomendações de que as pessoas não se aglomerassem. A população não está seguindo essas recomendações. É só sair na rua e ver inúmeras pessoas sem usar máscara; famílias inteiras passando a tarde em áreas comuns. É fácil ver que as pessoas não estão seguindo as regras ideais para evitar a circulação do vírus, que são o uso correto das máscaras, lavar com frequência e adequadamente as mãos, e quando não der usar álcool gel; e não se aglomerar – pondera a especialista.

A conta do relaxamento das medidas de prevenção, sobretudo o distanciamento social, chegou, na opinião do infectologista e pediatra Charbell Miguel Haddad Kury. Para ele, que é doutor e mestre em microbiologia e professor da Faculdade de Medicina de Campos, o atual desenho epidemiológico se definiu a partir das aglomerações observadas no período eleitoral; passando pelas festas de fim de ano, e chegando ao verão, em que até mesmo as pessoas que cumpriam o isolamento nos meses anteriores e voltaram ao convívio social, dado o esgotamento mental pelo regime prolongado de reclusão. 

O especialista aponta ainda que o perfil econômico da cidade e da região como um todo dificulta as ações para impedir a circulação do vírus. 

– A Região dos Lagos tem cidades turísticas, que atraem pessoas do Brasil todo. Essa região se caracteriza por cidades que têm dificuldade extrema de fazer situações de ‘lockdown’ e de isolamento, uma vez que a atividade turística é uma atividade de natureza financeira importante para a cidade – avalia.

Atualmente, o município possui decretos em vigor para normatizar o seu funcionamento dentro dos protocolos sanitários de segurança, contudo, as atividades econômicas, como comércio e Turismo, estão liberadas, assim como o acesso e a permanência nas praias. Até o momento, o governo municipal não sinalizou que fará novas proibições ou restrições.

Em nota, a Prefeitura disse que todas as medidas de prevenção ao Covid-19 são discutidas e definidas durante as reuniões do Gabinete de Soluções, composto por membros do governo e da sociedade civil. Até agora, já foram realizadas três reuniões, que resultaram nos últimos decretos publicados. De acordo com o município, novas medidas são sempre propostas, discutidas e decididas durante essas reuniões.

(*) Reportagem publicada originalmente no site da Folha dos Lagos.

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