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FonteCerta Explica: confira os perfis dos presidenciáveis Cabo Daciolo, Fernando Haddad e Ciro Gomes

Série de matérias apresentará candidatos que disputam cargos nessas eleições

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A partir desta terça-feira (2), o “FonteCerta Explica” inicia uma série de reportagens escritas pelos alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida (Campus Cabo Frio) com os perfis de candidatos nas eleições 2018. Ao longo da semana serão apresentados os perfis dos candidatos à presidência, além dos candidatos ao governo e senado do Estado do Rio. Nesta primeira matéria confira informações sobre Cabo Daciolo, Fernando Haddad e Ciro Gomes. A ordem dos perfis foi decida em sorteio. 

Cabo Daciolo (Patriotas)

Cabo Daciolo.
Cabo Daciolo. Foto: Reprodução/ Interne

Benevenuto Daciolo Fonseca dos Santos, também conhecido como Cabo Daciolo, é um dos candidatos à Presidência do Brasil nas eleições 2018. Daciolo é bombeiro militar e começou sua carreira política em 2014, quando, filiado ao PSOL, foi eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro.

Em março de 2015, defendeu a libertação de doze policiais acusados de participar de tortura e morte de um pedreiro. Em maio do mesmo ano, propôs mudar uma emenda constitucional para alterar o parágrafo primeiro da Constituição Brasileira de “todo poder emana do povo” para “todo poder emana de Deus“. Após uma reunião do diretório do PSOL, o Cabo foi expulso do partido por 53 votos a 1.

Daciolo já foi réu por inúmeros dispositivos da Lei de Segurança Nacional e também por associação criminosa, mas foi beneficiado por uma lei de sua autoria, que anistia, bombeiros e militares que participaram de movimentos grevistas entre 2011 e 2015.

Em 2018, Cabo Daciolo se filiou ao Partido Patriota, que lançou sua candidatura para as atuais eleições. Segundo o Portal El País, o Partido Novo reuniu 236.000 assinaturas para pressionar a emissora de TV Band a incluir seu candidato à presidência da República no debate televisivo em agosto. O Patriota atingiu o número mínimo para participar dos debates de TV em abril, com a ajuda do Pastor Eurico, que é o segundo deputado mais votado em 2014 em Pernambuco.

O candidato, em seu programa de governo, propõe que é preciso fazer uma “reformulação nas diretrizes macroeconômicas” do país, já que o Brasil possui altas taxas de juros e impostos. A reforma tributária, segundo Daciolo, seria junto com a diminuição de despesas públicas. Com a baixa de juros altos, ele acredita que os investimentos estrangeiros podem aumentar, movimentando, dessa forma, o mercado.

Além disso, quando o assunto é educação, o candidato sugere que é necessário erradicar o analfabetismo. Enfatiza que pretende acabar com a “ideologia de gênero” nas escolas. Ele é a favor da família tradicional brasileira.

Segundo pesquisas do Datafolha, as intenções de votos do Cabo Daciolo não ultrapassam 1%.

*Escrita pelos alunos Alice Abreu e Matheus Cossatis com supervisão: Profª Mônica Sousa*

Fernando Haddad (PT)

Fernando Haddad
Fernando Haddad. Foto: Reprodução/ Internet

Anunciado no dia 11 de setembro, Fernando Haddad concorrerá à presidência da República no lugar do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que teve o registro de candidatura rejeitado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O candidato afirmou que recebeu “uma missão do ex-presidente”.

“Vamos dizer para o povo: você está sentindo a dor que eu estou sentindo, mas não é hora de voltar para casa de cabeça baixa. É hora de sair para a rua de cabeça erguida. Nós vamos ganhar essa eleição pelo Lula, pelo PT, pelo PCdoB, pelos movimentos sociais e pelo Brasil”, disse o candidato.

Na primeira exibição em TV aberta feita pelo PT com o substituto de Lula, foi lido um texto que dizia que “Lula agora é Haddad”. “Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve. Nós sabíamos que ganharia a eleição. Infelizmente, insistem em tirar o Lula, contrariando a ONU e a vontade do povo brasileiro. Lula pediu. Vamos continuar juntos, unidos, para vencer as injustiças e fazer o Brasil feliz de novo”, diz Haddad no programa.

Nascido em São Paulo, no dia 25 de janeiro de 1963 é um acadêmico, advogado e político brasileiro. Foi ministro da Educação de 2005 a 2012, nos governos Lula e Dilma Rousseff e prefeito da cidade de São Paulo de 2013 a 2016. Na ação política, participou das passeatas e comícios do movimento “Diretas Já”, em favor do restabelecimento de eleições diretas para Presidente da República. Foi Subsecretário de Finanças e Desenvolvimento Econômico da Prefeitura de São Paulo da administração de Marta Suplicy. Fez parte também do Ministério do Planejamento do Governo Lula durante a gestão de Guido Mantega (2003–2004), oportunidade na qual elaborou o projeto de lei que instituiu as Parcerias Público-Privadas (PPPs) no Brasil.

Em 2007, substituiu o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e de Valorização do Magistério (FUNDEF) pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB). Ainda durante a gestão Haddad, estipulou-se o ensino fundamental de nove anos e expandiu-se o acesso ao ensino superior com a criação de 14 novas universidades federais e mais de 100 Campus. Por meio da criação do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) torna-se uma porta de entrada para instituições públicas de ensino superior.

As propostas de Haddad nesta candidatura à presidente promete implantar um programa emergencial de empregos. Valorizar sindicatos e associações de trabalhadores e empresários na orientação da preparação para a qualificação profissional; reorientar a política de preços de combustíveis da Petrobras, isentar o pagamento de imposto de renda quem ganha até 5 salários mínimos; fortalecer a Petrobras, manter o regime de partilha na área do Pré-sal e a política de conteúdo local, suspender a venda de ativos da Petrobras. Segundo Haddad, o PT não pretende privatizar a Eletrobrás. Haddad sugere manter a fórmula 85/95 como regra de acesso ao benefício e federalizar o combate ao tráfico de drogas e o crime organizado.

*Escrita pelas alunas Jessica Gomes e Isabela Galvão com supervisão: Profª Mônica Sousa*

Presidente: Ciro Gomes (PDT)

Ciro Gomes
Ciro Gomes. Foto: Reprodução/ Internet

Professor Universitário vêm de uma trajetória política ampla, tendo concorrido à Presidência nos anos de 1998 e 2002, além de ter sido Governador do Ceará (1991-1994) e Ministro de Integração Nacional do governo Lula (2003-2006). Foi ministro da Fazenda do Governo Itamar Franco durante a implantação do Plano Real e, também, Deputado Federal pelo Ceará (2007-2011).

O plano de governo de Ciro tem ênfase na melhoria do sistema educacional, movimentação da economia através da geração de emprego e na problemática da inadimplência que, segundo dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), afeta mais de 62 milhões de brasileiros. Em entrevista ao Jornal Nacional, no dia 27 de agosto, o candidato afirma: “Fui o governador mais popular, o prefeito de capital mais popular. Não é porque fiz milagre, é porque honro minha palavra. Vou ajudar a tirar seu nome do SPC. Se faço refinanciamento e reduzo o juro, a prestação cai. Eu vou tirar o nome do SPC mesmo”.

Na educação, Ciro propõe a ampliação da rede de escolas de ensino integral e o estímulo aos órgãos de pesquisa, afim de incentivar a produção de conhecimento aplicado ao desenvolvimento tecnológico. Também faz parte de suas propostas para essa área, o aumento da oferta de vagas nas Universidades Públicas. As propostas de Ciro também incluem a implementação de um sistema nacional de inteligência em segurança pública e o fortalecimento de mecanismos de transparência, bem como os órgãos que fiscalizam o setor público, como a Controladoria Geral da União (CGU) e o Tribunal de Contas da União (TCU).

*Escrita pelas alunas Débora Evelin e Maressa Braga com supervisão: Profª Mônica Sousa*

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