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FonteCerta Explica: conheça os perfis dos candidatos Romário, Márcia Tiburi e Tarcísio Motta ao Governo do RJ

Série de matérias vai informar o histórico e propostas dos candidatos nas eleições 2018

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O “FonteCerta Explica” iniciou uma série de reportagens escritas pelos alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida (Campus Cabo Frio) com os perfis de candidatos nas eleições 2018. Ao longo da semana serão apresentadas informações sobre os candidatos à presidência, além dos candidatos ao governo e senado do Estado do Rio. Confira os perfis dos candidatos a governador Romário, Márcia Tiburi e Tarcísio Motta. A ordem dos perfis foi decida em sorteio. 

Romário Faria (Podemos)

Romário Faria
Romário Faria. Foto: Reprodução/ Internet

Romário de Souza Faria, popularmente conhecido apenas como Romário, é um ex-jogador de futebol famoso mundialmente e um dos responsáveis pelo tetracampeonato da seleção brasileira de futebol conquistado em 1994, senador e candidato a governador do Estado do Rio Janeiro. Atualmente é segundo colocado nas intenções de voto, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Ibope no dia 25 de setembro de 2018, com 16%. O ex-prefeito do Rio, Eduardo Paes, aparece em primeiro lugar com 24%.

Romário iniciou sua carreira política em 2009, quando se filiou ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e candidatou-se a deputado federal em 2010, vencendo como sexto mais votado do Rio de Janeiro, com mais de 146 mil votos. De acordo com uma breve biografia publicada em seu site oficial, durante seu mandato como deputado, conseguiu inserir um artigo na Lei nº 12.470/2011 para que as pessoas com deficiência que recebem o benefício da prestação continuada tenham a remuneração suspensa apenas caso consigam um emprego. Se, porventura, o beneficiário perca o emprego, segundo a lei, a remuneração será restabelecida. Já os deficientes que exercem o cargo de estagiário recebem a remuneração do benefício acrescentado o auxílio do estágio.

Também foi eleito presidente da Comissão de Turismo e Desporto, em 2013, mas não exerceu mais a função após anunciar seu desligamento do PSB, ainda no mesmo ano. Romário foi eleito para o senado em 2014, com cerca de 4,6 milhões de votos. Em seu primeiro ano de mandato, foi eleito presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, onde, no ano seguinte, instaurou a CPI do Futebol, que investigou irregularidades cometidas pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e pelo Comitê Organizador Local da Copa do Mundo (COL).

Suas principais propostas para o Estado do Rio de Janeiro, de acordo com seu plano de governo, giram em torno das áreas de segurança pública, saúde, educação, contas públicas e desenvolvimento econômico. Segundo a cartilha, sua gestão buscará transparência e conta com a participação ampla da população.

De acordo com o candidato, os primeiros passos que serão tomados para analisar as contas públicas do estado será realizar uma auditoria, para fazer um levantamento detalhado sobre a realidade financeira e a capacidade do estado de realizar investimentos. Investigação na folha pessoal, a fim de encontrar irregularidades e funcionários fantasmas, e uma discussão sobre reforma tributária também são pautas da pasta. Romário também apoia a reforma da previdência.

Para acelerar o desenvolvimento econômico do Rio, o senador deseja criar um programa que atraia investimentos e, consequentemente, aumente a oportunidade de empregos em curto prazo. Na área da segurança pública, o senador planeja reduzir homens nas UPPs espalhadas pela cidade para aumentar o patrulhamento ostensivo em ruas, além de reorganizar o modelo de pacificação aplicado nas comunidades. Segundo o planejamento, o novo modelo se baseará em tecnologia e controle da informação.

Na área da saúde, tem foco na reabertura das emergências de grandes hospitais estaduais que atualmente encontram-se fechadas ou com sérias restrições ao atendimento. Sobre a educação, pretende colocar o ensino integral nas escolas de Ensino Médio, a ampliação de programas de inclusão, implementação de visitas técnicas a ambientes profissionais, estimular a expansão das modalidades de ensino técnico e profissional (FAETEC), também são propostas pelo candidato. Além de promover a prática esportiva nas escolas através de projetos criados por uma parceria entre as secretarias de Educação e Saúde.

*Texto escrito pelos alunos Alice Abreu e Matheus Cossatis com supervisão da Profª Mônica Sousa*

Márcia Tiburi (PT)

Márcia Tiburi
Márcia Tiburi. Foto: Reprodução/ Internet

Nascida em 6 de abril de 1970, Marcia Angelita Tiburi, é uma artista plástica, professora de filosofia, escritora e política. É mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1994) e doutora em Filosofia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1999) com ênfase em Filosofia Contemporânea. Seus principais temas são ética, estética, filosofia do conhecimento e feminismo. Márcia Tiburi é a única mulher entre os postulantes ao Palácio Guanabara e, aos 48 anos, nunca concorreu a nenhum cargo eletivo.

Tiburi ficou conhecida nacionalmente ao integrar, durante cinco anos, o programa de comportamento Saia Justa, do GNT, um dos canais da Rede Globo na televisão paga, entre 2005 e 2010. Uma de suas experiências no programa resultou no livro Olho de Vidro: A Televisão e o Estado de Exceção da Imagem, um estudo que faz análise da experiência visual a questões como alienação e hiperexposição na mídia.

Em sua proposta de governo, Márcia tem o objetivo de defender a democracia no Rio de Janeiro e que o governo será voltado para a garantia da real participação popular na tomada das decisões. A inclusão social, a valorização dos trabalhadores, oportunidades de emprego, de formação e educação, fundamentais à vida digna em uma democracia consistente, serão objetivo do governo que estará junto da população, respeitando a diversidade de culturas presente na cidade de Rio de Janeiro.

O governo de Tiburi pretende promover a igualdade e os direitos humanos. O governo adotará como critério para as decisões e ações os princípios da igualdade, da legalidade estrita e da defesa incondicional dos direitos humanos. O Estado do Rio de Janeiro enfrentará as formas de discriminação e intolerância por classes, etnias e raças, orientação sexual, gênero, idade, religiões, crenças ou credos.

*Texto escrito pelas alunas Jessica Gomes e Isabela Galvão com supervisão da Profª Mônica Sousa*

Tarcísio Motta (Psol)

Tarcísio Motta
Tarcísio Motta. Foto: Reprodução/ Internet

Tarcísio Motta é candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro pelo PSOL (Partido Socialismo e Liberdade). Tem 46 anos, é vereador e também é professor de história do Ensino Médio. Sua vice é Ivanete Silva, professora de Caxias, negra e feminista. Ela é substituta da vereadora Marielle Franco na vaga como vice de Tarcísio.

A principal frase de divulgação de sua campanha é “O Rio tem jeito!”. Para ele, só a luta muda a vida e governar é defender os direitos da população. Pretende também, acabar com o que chama de “máfia da velha política”, se referindo ao governo do MDB no Rio.

Tarcísio faz duras críticas à intervenção militar e também denuncia a corrupção no sistema das Organizações Sociais (OSs) na saúde. Ele promete não aplicar a reforma do Ensino Médio do governo Temer, pois para ele é uma afronta a quem defende uma educação de qualidade.

Tarcísio disputa as eleições para o governo do estado pela segunda vez, a primeira foi em 2014. Suas propostas de campanha para segurança é o combate do tráfico de armas, a reforma da polícia, o investimento em inteligência e prevenção. Para o desemprego, ele afirma que a solução está mo investimento em obras. Para a economia, a redução dos preços da passagem dos transportes, a diminuição do custo da moradia e também, tornar a comida mais saudável e barata.

As propostas para educação e saúde são valorizar os educadores, garantir escola de qualidade e democrática. Investir nas universidades estaduais como centros de formação, pesquisa e inovação, também valorizar os profissionais da saúde, reorganizar os atendimentos para acabar com as filas nos hospitais, apostar em prevenção no combate de doenças e investir em obras de saneamento.

Seus ideais são o de construir um estado que valorize a diversidade e defenda a liberdade daqueles que são oprimidos por causa de sua classe, gênero, raça, idade, sexualidade, religião, corpo ou cultura. Em seu mandato, vai defender o respeito à diferença e a igualdade de direitos.

*Texto escrito pelas alunas Débora Evelin e Maressa Braga com supervisão da Profª Mônica Sousa*

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