Início Araruama FonteCerta Explica: mulheres ainda têm baixa representatividade na política brasileira  

FonteCerta Explica: mulheres ainda têm baixa representatividade na política brasileira  

Apesar do problema quanto à participação feminina, as eleições de 2018 ganhou uma vitória no quesito diversidade: candidatos transgêneros podem usar nome social na urna eletrônica

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Garantida pelo artigo 5º da Constituição Federal do Brasil de 1988, a igualdade entre homens e mulheres está longe de ser uma realidade na esfera política nacional. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil possui 208 milhões de habitantes e 51,5% são mulheres, entretanto, ocupa a penúltima colocação dos países Latino-Americanos e Caribenhos no número de mulheres que ocupam cargos políticos.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desenvolveu ações para ampliar a participação da mulher na política, determinando que os partidos políticos devam reservar pelo menos 30% dos recursos do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, conhecido como fundo eleitoral, para financiar candidaturas femininas.

Apesar do problema quanto ao número de mulheres na política brasileira, as eleições de 2018 ganhou uma vitória no quesito diversidade:  determinado pelo TSE, candidatos transgêneros podem, agora, usar o nome social na urna eletrônica e participar da cota feminina dentro dos partidos, além de 6.280 eleitores transexuais e travestis que terão nome impresso no título e no caderno de votação.

A ministra do Tribunal Superior Eleitoral, Luciana Lóssio, comentou sobre a medida em entrevista ao Boletim de Notícias Conjur (https://www.conjur.com.br). “A reserva de assentos no Legislativo é fundamental para aumentar o número de mulheres na política e quebrar os ranços machista e patriarcal da sociedade brasileira”, afirmou.

Para a estudante de Direito, Geovanna Quintaes, problemas como o machismo e outros preconceitos estão enraizados na sociedade brasileira. “Só é possível mudar as estruturas de poder através de um projeto de mulheres, para mulheres e com mulheres. Porém, os cargos eletivos não são a única forma para atenuar o problema da discriminação, pois o machismo, o racismo e outros preconceitos estão enraizados em nossa sociedade”, opinou.

*Matéria escrita pelos alunos André Dias e Carlos Pinho Santos do curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida (Campus Cabo Frio). Supervisão: Profª Mônica Sousa*

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