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FonteCerta Explica: número de abstenções pode subir no segundo turno

Primeiro turno alcançou quase 21% de ausentes nas urnas

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Cerca de 29,9 milhões de eleitores não compareceram às urnas para exercer o direito de voto na primeira etapa das eleições de 2018, que aconteceu no dia 7 de outubro. Marcada por uma série de escândalos e polêmicas, o primeiro turno já alcançou o maior número de abstenções desde 1998, que totalizou 22,7 milhões do eleitorado do país. A eleição passada de 2014 era considera, até então, com o maior número de abstenções, de quase 28 milhões.

A expectativa para o segundo o turno dessas eleições é que o percentual de abstenções aumente. Segundo o professor de História e Cientista Político Guilherme Carvalhido, isso deve acontecer devido à definição do governador já no 1º turno em alguns estados. “Agora você só vai votar para presidente, e, em alguns estados, para governador. E isso nos estados que o governador já foi eleito, causa muitas abstenções”, afirma o cientista político.

Entre os que declararam uma futura abstenção de voto no segundo turno está Marcelo Roberto de Carvalho. O estudante de História da Universidade Federal Fluminense declarou que não irá votar porque sua zona eleitoral encontra-se distante, em São Paulo, e atualmente reside em Campos dos Goytacazes.

Já o professor de música Luís Antônio conta que, além de estar fora da sua zona eleitoral, o que o motiva a abster-se a forma de condução política e os planos de governo dos candidatos, nos quais ele não concorda. “Estão muito confusos em seus discursos”, acrescentou o músico.

A abstenção e os votos nulos não influenciam na contabilidade eleitoral. “O candidato que vencer continuará sendo vencedor em cima desta prática, porque a abstenção não é encarada como um voto válido. Portanto, é apenas um interesse ou desinteresse da população em relação à eleição”, explicou Carvalhido. Entretanto, segundo o cientista político, uma mudança de posicionamento vindo dessas pessoas, poderia ser decisiva nos resultados do segundo turno para presidência do país.

Matéria escrita pelas alunas Kamilly Doria e Letícia Ribeiro do curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida (Campus Cabo Frio), supervisionada pela Professora Monica Sousa*

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