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FonteCerta Explica: saiba mais sobre os candidatos Gabrielle Burcci, Pastor Everaldo e Eduardo Lopes ao Senado

Confira o histórico e as propostas dos candidatos que concorrem uma vaga no Senado

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O “FonteCerta Explica” iniciou uma série de reportagens escritas pelos alunos do Curso de Jornalismo da Universidade Veiga de Almeida (Campus Cabo Frio) com os perfis de candidatos nas eleições 2018. Ao longo da semana serão apresentadas informações sobre os candidatos à presidência, além dos candidatos ao governo e senado do Estado do Rio. Confira os perfis dos candidatos ao Senado Gabrielle Burcci, Pastor Everaldo e Eduardo Lopes. A ordem dos perfis foi decida em sorteio.

Gabrielle Burcci (PMB)

Gabrielle Burcci
Gabrielle Burcci. Foto: Reprodução/ Internet

Filha do cantor Wando e iniciante no mundo político, Gabrielle Burcci, filiada ao Partido da Mulher Brasileira (PMB), é uma das quatro mulheres que concorrem ao cargo de senadora pelo Estado do Rio de Janeiro. Esta é a sua primeira disputa eleitoral. Produtora Cultural, a mulher de 45 anos fundou um museu em homenagem ao pai, em 2015, conhecido como “Museu das Calcinhas”, com os objetos atirados ao palco pelas fãs do cantor, uma marca registrada de seus shows.

De acordo com pesquisas realizadas pelo Ibope, a candidata possui cerca de 1% das intenções dos votos. Em seu portal, a candidata faz uma breve biografia sobre sua vida, e fala sobre suas propostas para as questões que envolvem os problemas do Estado. No site oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o registro da candidatura de Gabrielle consta como indeferido com recurso, o que significa que ela concorrerá a eleição sob judice.

Segundo o Tribunal Regional Eleitoral (TRE), quando um candidato concorre ao cargo eletivo dessa forma, o registro de candidatura ainda aguarda uma decisão final no recurso. Como não é possível saber se a sentença será ou não favorável, a lei permite que ele participe efetivamente do processo eleitoral.

Suas principais propostas para a Educação consistem em um plano de reforço na alfabetização dentro de comunidades do país, incluindo no interior, e uma reestruturação dos planos de ensino para os ensinos fundamental e médio. Na área da economia, a candidata ao senado propõe uma política de meritocracia nos cargos públicos, e uma reforma tributária focada na renda.

Já na segurança pública, Gabrielle diz que pretende criar uma rede de inteligência com informações compartilhadas entre todas as forças policiais. Igualar os salários de agentes da Polícia Militar e Civil com base no teto praticado em Brasília. Além disso, também afirma que pretende criar um plano preventivo nas delegacias para combater a violência contra a mulher e o feminicídio.

De acordo com seu plano de governo, na área da saúde a candidata pretende criar um centro de apoio médico e jurídico para idosos, e um plano nacional de saneamento básico. Ela também planeja criar uma política de proteção aos animais de rua com uma implementação de chips para monitoramento, castração e programas de vacinação.

*Texto escrito pelos alunos Alice Abreu e Matheus Cossatis com supervisão da Profª Mônica Sousa*

Pastor Everaldo (PSC)

Pastor Everaldo
Pastor Everaldo. Foto: Reprodução/ Internet

Um dos candidatos a Senador das eleições desse ano é o Pastor Everaldo Dias, que tem bastante destaque na igreja da Assembleia de Deus. Além disso, Everaldo é empresário, político e presidente do Partido Social Cristão (PSC). Nos anos 1990, foi cabo eleitoral de vários políticos evangélicos, entre eles Anthony Garotinho.

Everaldo foi camelô e servente de pedreiro antes de passar em um concurso público, com 14 anos, no Instituto de Resseguros do Brasil (IRB). Aos 17 anos ingressou na Faculdade de Economia e Finanças do Rio de Janeiro e pagou seus estudos com o salário recebido por seu trabalho no Instituto. Em 1989 apoiou a campanha de Leonel Brizola.

De 1999 a 2002 foi subsecretário da Casa Civil no governo do Rio de Janeiro, sendo responsável por ajudar a implementar o primeiro bolsa família do Brasil, o “cheque cidadão”. Em 2003, filiou-se ao Partido Social Cristão (PSC) como vice-presidente. Após mais de uma década no comando da legenda, decidiu concorrer a um cargo majoritário pela primeira vez.

O programa de governo do partido de Everaldo Dias para essas eleições apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foi baseado em três eixos principais: qualidade de vida, poder nacional e governança. Entre as bandeiras do partido está a luta contra o aborto, o resgate de valores familiares e a redução da maioridade penal.

O plano de governo de Pastor Everaldo também prioriza o combate à criminalidade e ao tráfico de entorpecentes e outras ações em defesa da dignidade da vida humana. Para a educação, o Pastor defende a simplificação do processo de abertura de escolas, o incentivo ao ensino profissionalizante e maior ênfase no ensino de matemática e língua portuguesa.

Em 2012, Everaldo foi condenado na primeira instância a pagar para a ex-mulher, Katia Maia, uma indenização de cerca de 85 mil reais por danos morais e materiais. Em 2013, a ex-mulher dele abre um novo processo de agressão e ameaça de morte. O político, no entanto, diz que agiu em legítima defesa.

Fernando Reis, ex-diretor da Odebrecht Ambiental, afirmou em 2017 em depoimento que, na campanha presidencial de 2014, pediu ao então ao candidato Pastor Everaldo (PSC) que ajudasse o candidato Aécio Neves (PSDB) no debate eleitoral do primeiro turno. Diversos repasses foram autorizados por Reis para a campanha de Everaldo, via caixa dois, a partir do fim de 2013. O valor total chega a aproximadamente R$ 6 milhões, segundo o delator. O Pastor Everaldo disse em nota que “todas as doações recebidas pela sua campanha, em 2014, obedeceram à legislação vigente”.

Pastor Everaldo foi considerado “inimigo’’ por ativistas dos direitos LGBT por ter sido um dos idealizadores da campanha “Homem + Mulher = Família”, promovida pelo PSC em 2012. Também recebeu críticas dos defensores dos direitos dos homossexuais por afirmar que, se fosse eleito presidente, iria propor um projeto de lei ao Congresso Nacional para reverter a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que passou a reconhecer o casamento entre pessoas do mesmo sexo em todo o território nacional.

*Texto escrito pelas alunas Jessica Gomes e Isabela Galvão com supervisão da Profª Mônica Sousa*

Eduardo Lopes (PRB)

Eduardo Lopes
Eduardo Lopes. Foto: Reprodução/ Internet

As eleições 2018 estão chegando, e com elas, a responsabilidade de escolher os próximos governantes. Além dos cargos de presidente da República, governador do Estado e deputado federal e estadual, o cargo de senador também será disputado. Componente da esfera Legislativa dos Três Poderes, o Senado Federal tem a responsabilidade de elaborar projetos de lei, debater e revisar projetos provenientes da Câmara dos Deputados e fiscalizar a ação do Executivo. Nas eleições de 2018, o estado do Rio de Janeiro conta com 17 concorrentes às duas vagas disponíveis. O Partido Republicano Brasileiro (PRB) lançou Eduardo Lopes, que já ocupa a função desde 2010.

O paulista Eduardo Benedito Lopes é conhecido por ter sido líder da Associação Beneficente Cristã. Bacharel em Teologia e jornalista, foi deputado federal pelo Rio de Janeiro (2007-2011). Eleito para o Senado, deixou o cargo em 2014 ao ser escolhido como Ministro da Pesca e Agricultura onde, segundo sua biografia no portal do Senado, ajudou a implementar diferentes modalidades de cooperação com outros países para o intercâmbio de conhecimentos e também para a incorporação de novas tecnologias no setor aquícola, resultando em aumento na qualidade e a segurança do pescado no Brasil.

Escolhido para a presidência nacional de seu partido em 2016, conseguiu ter em sua gestão a eleição de Marcelo Crivella para a Prefeitura do Rio e outros dois prefeitos eleitos no estado. Nacionalmente, o partido cresceu cerca de 35% em relação ao pleito anterior (2012).

As eleições para o cargo de senador acontecem de 4 em 4 anos, onde cada unidade da federação elege em um pleito, um candidato, e, no seguinte, dois postulantes. Com esse ciclo é formada a composição de 81 parlamentares com mandatos de 8 anos. O primeiro turno acontece no dia 7 de outubro. O voto é um direito e um dever do cidadão, não deixe de exercê-lo.

*Texto escrito pelas alunas Débora Evelin e Maressa Braga com supervisão da Profª Mônica Sousa*

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