O processo que apura o acidente de trânsito causado por um racha em plena luz do dia na Avenida Júlia Kubitschek, em setembro de 2024, avançou com a realização de uma audiência de instrução e julgamento no Fórum de Cabo Frio. A sessão reuniu as vítimas, testemunhas, réus e representantes do Ministério Público e da acusação.
Durante duas horas, foram ouvidas as vítimas, Maicon Estácio Alves, de 40 anos, e sua filha Ana Clara Lima Alves, de 11, que estavam de bicicleta e foram atropeladas na calçada. Eles prestaram depoimento e responderam a perguntas do Ministério Público e, na sequência, da defesa.
Depois, foi a vez das testemunhas a serem ouvidas. Ao final, os dois réus acusados de disputar um racha em alta velocidade, prestaram seus depoimentos. Eles foram ouvidos pela magistrada e questionados pelas partes envolvidas no processo. “Essa é a fase em que o Judiciário avalia tudo o que foi produzido e decide a responsabilidade penal dos acusados, dando 15 dias. A expectativa é que a sentença seja proferida até o fim de julho”, explicou o Dr. Luciano Regis, que representa a família das vítimas.
Relembre o caso
O acidente aconteceu no dia 18 de setembro de 2024, por volta das 15h, em frente à UERJ de Cabo Frio. Dois veículos disputavam um racha quando um dos motoristas perdeu o controle da direção, colidiu com um poste e atropelou pai e filha que passavam de bicicleta na calçada. O carro ainda bateu no outro veículo e capotou.
As vítimas foram socorridas em estado grave. Ana Clara sofreu múltiplas fraturas no fêmur e lesões nas pernas, enquanto Maicon teve fratura exposta na perna esquerda, além de outras lesões graves. Ambos foram internados no Hospital Estadual Roberto Chabo, em Araruama, e receberam alta apenas em outubro.
Câmeras de segurança confirmaram que os veículos estavam em alta velocidade e trafegavam lado a lado, característica típica da prática ilegal de racha. Os motoristas foram presos em flagrante e permanecem detidos. Eles respondem por crime de racha qualificado por lesão corporal grave, cuja pena pode chegar a até seis anos de prisão.


