Caixa de som na praia: diversão ou problema?

Fiscalização intensifica ações para garantir convivência e reduzir conflitos em praias da Região dos Lagos

Fiscalização intensifica ações para garantir convivência e reduzir conflitos em praias da Região dos Lagos

Com o verão em alta e a Região dos Lagos recebendo milhares de turistas, a velha discussão volta com força às areias: será que pode ou não levar caixa de som para a praia? Em um dos períodos mais movimentados do ano, com praias cheias e ocupação máxima da rede hoteleira, a resposta tem sido cada vez mais clara: não.

Só Cabo Frio recebeu cerca de 1 milhão de pessoas, segundo estimativas da prefeitura. E boa parte desse público não vem apenas para o dia 31. Muitos turistas pretendem estender a estadia, ocupando praias, quiosques e orlas por vários dias seguidos. Desafio, então, deixa de ser apenas receber bem, passa a ser organizar a convivência.

Quando a praia vira disputa sonora

Em destinos turísticos consolidados como os da Região dos Lagos, o uso desenfreado de caixas de som tem sido apontado como um dos principais focos de conflito. O que começa como “climinha de festa” rapidamente vira incômodo para famílias, idosos, crianças e até para quem trabalha na orla.

Diante desse cenário, os municípios vêm adotando medidas mais duras. Em Búzios, o uso de caixas de som nas praias é proibido. Em caso de descumprimento, o equipamento é apreendido. Para retirada, é necessário pagar multa de R$ 144, além de R$ 36 por dia de armazenamento. Já em Cabo Frio, a proibição vale para todas as praias do município. A multa é de R$ 565,65, e a fiscalização é reforçada especialmente durante a alta temporada e grandes eventos, como o Réveillon.

Em São Pedro da Aldeia, por exemplo, a lei municipal 41/2005 proíbe sons excessivos e incômodos produzidos por aparelhos de reprodução ou amplificação sonora em espaços públicos, prevendo multa e apreensão do equipamento. A lei não estipula valores, mas prevê apreensão do equipamento e multas progressivas em caso de reincidência. Em Iguaba Grande e Araruama, a guarda ambiental fiscaliza as praias e orientam os pessoas sobre o o uso da caixa de som. Um Decreto Municipal de Arraial do Cabo 3.848/2022, que dispõe sobre a proibição de caixas de som e aparelhos de amplificação sonora nas vias públicas, praias e locais abertos de visitação turística da cidade. Quem desrespeitar poderá pagar multa e ter o equipamento apreendido.

Quanto mais gente chega, maior precisa ser o cuidado com as regras. O controle do som não é visto pelas prefeituras como repressão, mas como uma forma de preservar o destino turístico e evitar que o excesso de barulho afaste visitantes no médio e longo prazo.

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