O início do ano letivo traz consigo uma realidade que pesa no orçamento de muitas famílias brasileiras: a compra do material escolar. Cadernos, mochilas, lápis e outros itens, essenciais para o aprendizado das crianças, transformam-se em uma maratona de pesquisa e negociação para quem busca economizar. Em Cabo Frio, o Procon tem intensificado as inspeções nas principais papelarias para garantir preços justos e orientar consumidores, além de reforçar os direitos dos pais diante das listas escolares.
De acordo com o Procon Estadual, os preços de materiais da mesma marca podem variar mais de 900% entre lojas. Essa diferença escancarada reforça a necessidade de uma pesquisa detalhada antes da compra. “É um trabalho árduo, mas quando encontramos uma boa oferta, a sensação de vitória é real”, compartilha Amanda Oliveira, mãe de dois filhos e moradora de Cabo Frio.
Para ajudar as famílias, o Procon municipal deve divulgar uma tabela comparativa de preços. A medida visa facilitar o planejamento e evitar que os consumidores sejam prejudicados. Outra orientação importante do órgão é sobre a lista de materiais escolares: as escolas não podem solicitar itens de uso coletivo, como materiais de escritório ou limpeza, que devem ser responsabilidade da instituição.
O Procon reforça ainda a importância de checar se a escola possui registros de reclamações em órgãos de proteção ao consumidor e alerta: práticas abusivas podem ser denunciadas pelo e-mail [email protected].


