A situação do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar (União), movimenta intensamente os bastidores do Parlamento fluminense. Mesmo diante da orientação do PSD para que sua bancada vote pela manutenção da prisão do deputado, aliados do presidente da Casa atuam de forma organizada para tentar garantir votos a seu favor e evitar que ele permaneça detido.
O PSD, comandado no estado por Pedro Paulo, decidiu fechar posição para manter a prisão, um movimento que aumenta a pressão sobre os parlamentares e cria obstáculos para quem defende a libertação de Bacellar. A legenda, que tem uma das maiores bancadas de oposição, deixou claro que espera alinhamento, mesmo que os deputados não sejam formalmente obrigados a seguir a orientação.
Apesar desse posicionamento, a rede de apoio de Bacellar segue ativa. Parlamentares próximos ao presidente da Assembleia buscam sensibilizar colegas, reforçando discursos sobre “garantias constitucionais” e “excessos investigativos”. A atuação é discreta, mas contínua, e tem como objetivo construir uma maioria que permita reverter o quadro desfavorável.
Nos corredores da Alerj, a leitura é que a votação não dependerá apenas do conteúdo do processo, mas do jogo político que se estabelece entre partidos e lideranças. O PSD, que tem histórico de embates com Bacellar, especialmente pela disputa de influência no estado.
Enquanto isso, os grupos que defendem Bacellar apostam no esvaziamento da orientação partidária e buscam apoio em bancadas menores e parlamentares independentes. A estratégia é mostrar que a manutenção da prisão não é consenso e que a Casa tem autonomia para decidir.
Os deputados devem realizar plenária dentro da próxima semana.


