A prisão do presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Rodrigo Bacellar (União Brasil), nesta quarta-feira (3), provocou uma imediata reorganização no comando do Parlamento fluminense e abriu espaço para um novo capítulo na disputa política interna. Seguindo o regimento da Casa, o deputado estadual Guilherme Delaroli (PL), primeiro vice-presidente, assumiu a presidência interina. Meio que ainda temporário, é um dos postos mais estratégicos do Estado.
Delaroli, que é irmão do prefeito de Itaborái, Marcelo Delaroli (PL), está em seu primeiro mandato. Ele é considerado um aliado de confiança de Bacellar e mantém trânsito livre com o governador Cláudio Castro. Segundo fontes próximas ao gabinete, o parlamentar estava reunido justamente com o governador no Palácio Guanabara quando foi comunicado da prisão do presidente da Alerj, apontado pela Polícia Federal como suspeito de vazar informações sigilosas relacionadas à Operação Zargun.
A ascensão repentina de Delaroli reacende debates sobre o futuro político da Assembleia. Aliado de duas das principais forças do Palácio Tiradentes — Bacellar e Castro —, o vice-presidente agora é visto como peça-chave para manter a estabilidade institucional enquanto o caso avança. Nos bastidores, deputados avaliam que sua atuação nos próximos dias poderá definir não apenas os rumos da Mesa Diretora, mas também a capacidade do Legislativo de avançar em votações sensíveis, especialmente temas ligados ao orçamento de 2026.
Em nota, a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) informou que ainda não foi comunicada oficialmente sobre a operação ocorrida. Assim que tiver acesso a todas as informações, irá tomar as medidas cabíveis.


