O Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio (MART) recebe, a partir do dia 3 de fevereiro, a exposição “Memórias Salgadas: O Sal Corrói, a Lembrança Evoca”, que integra o projeto “Museu, Pra Quê? Museologia e os Saberes Tradicionais da Lagoa de Araruama”. A abertura acontece às 17h e contará com uma fala do historiador e pesquisador Pierre de Cristo.
A iniciativa propõe ampliar a percepção sobre o papel social dos museus, aproximando-os da população local por meio de conceitos como ecomuseu e museologia social. A exposição destaca o diálogo, a troca de saberes e o protagonismo das comunidades, reunindo narrativas e objetos que ajudam a preservar e difundir os conhecimentos tradicionais ligados à pesca artesanal e à atividade salineira, marcas profundas da identidade cultural da região.
A mostra é itinerante e já passou pelo Museu do Sal. Em Cabo Frio, ocupa o Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio, seguindo depois para a Praia do Siqueira. No dia 23 de fevereiro, chega à Associação dos Pescadores Artesanais e Sentinelas da Lagoa de Araruama, na Praia da Pitória.
Encerrando o circuito, no dia 28 de fevereiro, São Pedro da Aldeia recebe uma formação sobre noções de museu vivo, ministrada por Maria Siqueira Santos, coordenadora do EcoMuseu de São José dos Campos.
Participam da exposição Alzira Rufino, Francisco Rodrigues, Ivo Barreto, Jozelir Batista, Juliana Cordeiro Alves, Marinaldo Conrado, Paulo César Pinheiro (Azeredo), Rafael Sampaio dos Santos, Reginaldo Reis e família, cujas histórias e vivências ajudam a construir uma memória coletiva sensível e enraizada no território da Lagoa de Araruama.
A inciativa é do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da Política Nacional Aldir Blanc e Coletiva Gecay.


