Moradores de bairros residenciais de Armação dos Búzios têm intensificado as reclamações contra a realização de festas comerciais consideradas irregulares em imóveis localizados em áreas destinadas à moradia. As denúncias se concentram principalmente em Manguinhos, Rasa, Marina e regiões adjacentes, onde eventos de grande porte vêm sendo promovidos em propriedades particulares, gerando transtornos à vizinhança.
As ocorrências envolvem poluição sonora, aumento do fluxo de veículos, impactos ambientais, problemas de segurança e perturbação do sossego em localidades tradicionalmente ocupadas por famílias e residentes permanentes.
De acordo com a Associação de Moradores e Amigos das Praias de Manguinhos e Rasa (Amanrasa), proprietários de imóveis utilizados para esse tipo de atividade já foram formalmente alertados sobre a possibilidade de embargos, sanções administrativas e medidas judiciais. Apesar disso, eventos continuam sendo anunciados e comercializados ao público.
Diante do aumento das denúncias, a entidade informou que decidiu reforçar sua atuação jurídica e institucional. A associação afirma estar reunindo provas documentais, registros audiovisuais e denúncias formais para embasar pedidos de suspensão e embargo de eventos considerados incompatíveis com o zoneamento residencial da região, incluindo festas já divulgadas e em fase de venda de ingressos.
As reclamações, segundo a entidade, vêm se acumulando nos últimos meses e apontam para impactos que vão além da perturbação sonora. Moradores relatam episódios de desordem urbana, circulação intensa de veículos, comprometimento da segurança e danos à qualidade de vida em áreas originalmente planejadas para uso residencial e familiar.
A Amanrasa ressalta que a mobilização não é contrária ao turismo ou ao entretenimento, atividades consideradas importantes para a economia de Búzios. O foco, segundo a associação, está no cumprimento das normas urbanísticas, ambientais e de convivência urbana, especialmente em regiões com características predominantemente residenciais.
O Portal Fonte Certa entrou em contato com a Prefeitura de Búzios para entender sobre a fiscalizações mas até o momento não obteve resposta. O espaço permanece aberto.

