Novo projeto de lei promete reinserir responsáveis por pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Medida aprovada pela Alerj aguarda sanção do governador Cláudio Castro. Foto: Reprodução/ Internet

Pais e responsáveis por pessoas com deficiência ou transtorno do espectro autista (TEA) passam a ter prioridade em cursos profissionalizantes ofertados pelo Governo do estado do Rio de Janeiro. A medida integra o Projeto de Lei 5.619/22, de autoria do deputado Samuel Malafaia (PL), aprovado pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) nesta terça-feira (15).

A medida vale para os responsáveis de pessoas com deficiência cujo tratamento ou cuidado exija tempo integral e será garantida após o eventual falecimento da pessoa sob guarda. O objetivo é facilitar a entrada ou reinserção no mercado de trabalho desses pais. O projeto foi encaminhado ao governador Cláudio Castro, que tem até 15 dias úteis para sancioná-la ou vetá-la.

Para cumprir a norma, o Poder Executivo poderá firmar parcerias com instituições privadas de cursos profissionalizantes. A proposta ainda autoriza o Executivo a estabelecer auxílio mensal para famílias que demonstrem hipossuficiência diante do cancelamento de Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência (BPC/LOAS), em valor não inferior a um salário-mínimo estadual, enquanto não houver a inserção dos pais ou responsáveis no mercado de trabalho. Também poderá ser proposto ao Conselho Nacional de Política Fazendária (CONFAZ) a concessão de convênios do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) com a finalidade de incentivar a reinserção dessas pessoas no mercado de trabalho.

De acordo com Malafaia, o Fundo de Desenvolvimento Econômico Social (Fundes) poderá ser utilizado para a implementação da medida.

“Muitas mães, pais ou responsáveis acabam abandonando seus empregos e sua vida profissional no sentido de cuidar dos filhos ou tutelados que demandam cuidados especiais. Ocorre que, tais famílias por vezes têm sua renda familiar baseada no Benefício Assistencial à Pessoa com Deficiência, de forma que quando a pessoa com deficiência acaba falecendo, as famílias ficam sem a renda e sem condições de voltar ao mercado de trabalho”, explicou.

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