Operação combate desmatamento e construções irregulares na APA do Pau Brasil, em Cabo Frio

Fiscalização identificou danos e parcelamento irregular do solo, além de ocupações e furto de água e energia

Fiscalização identificou danos e parcelamento irregular do solo, além de ocupações e furto de água e energia. Foto: Prefeitura de Cabo Frio

Nesta quinta-feira (3), uma operação integrada reuniu a Prefeitura de Cabo Frio, o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) e a Prolagos para combater construções irregulares e crimes ambientais dentro da APA do Pau Brasil, localizada no Cajueiro, em Cabo Frio. Durante a ação, foram identificadas ocupações recentes, furto de água e energia, desmatamento e parcelamento irregular do solo.

Duas construções foram notificadas para desocupação, pois já haviam sido interditadas anteriormente, mas seus responsáveis desrespeitaram a ordem e seguiram com as obras. Eles receberam o prazo de sete dias para desocupar a área. Além disso, a Prolagos, concessionária de água da Região dos Lagos, desativou uma ligação clandestina, enquanto a Comsercaf realizou a remoção de entulhos acumulados no local. 

A Secretaria de Assistência Social também esteve presente e cadastrou quatro famílias que residem na região.

“Nosso trabalho busca equilibrar a preservação ambiental com o apoio às famílias, oferecendo alternativas como emprego e aluguel social. Atuamos de forma legal, com assistência social, polícia e procuradoria. Também estamos verificando possíveis ligações irregulares de energia e voltaremos ao local na próxima semana para dar continuidade às ações”, disse o secretário de Meio Ambiente, Jailton Nogueira.

A operação contou com a participação das secretarias de Meio Ambiente, Saneamento e Clima; Segurança e Ordem Pública — por meio dos grupamentos da Guarda Marítima e Ambiental e da Ronda Ostensiva Municipal (Romu) —; Assistência Social; Procuradoria do Município; Unidade de Polícia Ambiental (Upam). De acordo com a preifeitura de Cabo Frio, as ações de fiscalização vão continuar para coibir novas ocupações irregulares e garantir a preservação da área protegida.

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