Polícia estoura laboratório de medicamentos clandestino em Cabo Frio

Após denúncias, agentes encontraram produtos fora da validade; três pessoas foram detidas

Após denúncia de adulteração de medicamentos, policiais militares, civis e agentes do Procon de Cabo Frio encontraram produtos fora da validade e coletaram amostras no local. Foto: Polícia Militar

A Polícia Militar e Civil, juntamente com o Procon de Cabo Frio interditaram na noite desta quinta-feira (06) um laboratório clandestino localizado na Avenida Beira Rio, no bairro Centro Hípico, em Tamoios.

A ação das equipes policiais e do órgão foi motivada por uma denúncia. Após troca de informações e levantamentos de dados de inteligência entre as equipes, o depósito, onde estavam armazenados medicamentos e suplementos terapêuticos falsificados para fins de comercialização, foi localizado.

De acordo com a Polícia Militar, no local, um funcionário foi abordado e liberou o acesso dos policiais aos cômodos do depósito. Durante a ocorrência, o funcionamento da distribuidora de suplementos foi constatado e o órgão fiscalizador municipal foi acionado para verificar a procedência dos produtos e coletar amostras. Um dos produtos falsificados no local seria o medicamento Mounjaro, indicado para tratamento de diabetes tipo 2, mas que tem sido utilizado por pessoas em processo de emagrecimento.

O Procon constatou ainda crimes contra o consumidor e contra a ordem econômica. Os produtos encontrados estavam armazenados de forma inadequada, expondo os consumidores ao risco. Os itens eram comercializados por plataformas de venda na internet, com diversas irregularidades, tais como falta da data de validade e de outras informações relevantes nos frascos. Essas informações devem ser inseridas pelo fabricante, mas foram colocadas posteriormente pelos revendedores locais.

Segundo a coordenadora-geral do Procon, Mônica Bonioli, a ação foi feita de forma dolosa, de forma a ludibriar os consumidores. “Eles compravam os medicamentos sem data de fabricação e validade e colocavam um rótulo próprio, sem que o consumidor tenha qualquer garantia de que a data que consta na embalagem é a verdadeira. Além disso, colocavam produtos para venda na internet com nome parecido ao de outro, com outra finalidade, induzindo o consumidor ao erro. Por isso, foram notificados e interditamos o local”, explicou a coordenadora.

Após o atendimento à ocorrência, o local foi interditado pelo Procon de Cabo Frio e três pessoas foram levadas para a 126ª Delegacia de Polícia para prestar esclarecimentos.

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