Nesta quarta-feira (11), a Polícia Federal deflagrou a Operação Estelião II, visando desarticular uma quadrilha acusada de praticar fraudes em benefícios previdenciários em diversos municípios do Rio de Janeiro.
Durante a manhã, os policiais federais cumpriram 2 mandados de prisão preventiva em Armação dos Búzios e Cabo Frio, e uma prisão em flagrante por posse ilegal de arma de fogo, em São Pedro da Aldeia. Além das prisões, as ações realizadas nos municípios da Região dos Lagos nesta quarta-feira (11) contaram com a apreensão de duas armas de fogo; seis veículos; um Jet Ski; celulares, equipamentos eletrônicos e dispositivos de armazenamento; e documentos diversos.
Os agentes seguem em busca de outros suspeitos para que 12 mandados de busca e apreensão e três medidas cautelares diversas da prisão, dentre elas dois afastamentos da função pública, sejam cumpridas.
Os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato previdenciário, falsidade de documento público e lavagem de dinheiro, cujas penas, somadas, podem ultrapassar 26 anos de prisão, sem prejuízo de outros crimes que possam surgir no decorrer das investigações.
Esta é a segunda fase da operação, deflagrada inicialmente em 19 de dezembro de 2023. Na primeira etapa, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além de um mandado de prisão preventiva, ocasião em que foram apreendidos 27 cartões bancários em nome de terceiros, 70 documentos de identificação falsos, um manuscrito contendo os dados de 21 benefícios previdenciários, indicando nome, CPF, benefício, contas bancárias e respectivas senhas, além de diversos outros documentos e materiais.
Entenda a primeira etapa da Operação Estelião
Durante a primeira ação, foi apreendida uma carteira da OAB/RJ em nome de uma advogada do Rio de Janeiro, a qual foi obtida ilegalmente pelos investigados por meio de uso de documentos falsos, utilizados para se passar pela advogada e conseguirem a carteira e o respectivo token.
Após análise de todo material apreendido, foi possível identificar e confirmar a existência de 27 benefícios fraudulentos, obtidos em sua maioria no ano de 2010, os quais vinham sendo pagos e recebidos pelos investigados desde então, o que resultou num prejuízo efetivo de R$ 8.71 milhões aos cofres públicos.
Os levantamentos identificaram ainda o envolvimento de outras pessoas, incluindo gerentes bancários, servidor do INSS, despachante, pessoas que se passavam pelos beneficiários fictícios, além de outros fraudadores, os quais prestavam auxílio mútuo na concretização e manutenção das fraudes.
Além das ordens judiciais de prisão e busca, também foi deferido pela justiça o bloqueio de bens de investigados no valor equivalente ao dano causado de R$ 8.71 milhões, além do sequestro de 11 imóveis. A investigação contou com apoio do Núcleo Regional de Inteligência da Previdência Social no Estado do Rio de Janeiro.


