Dengue: Região dos Lagos já registrou 4.407 casos da doença em 2024

Ministério da Saúde atualizou dados do Painel de Monitoramento de Arboviroses nesta segunda-feira (2). Foto; Reprodução/ Internet

A última atualização do Painel de Monitoramento de Arboviroses do Ministério da Saúde, realizada nesta segunda-feira (2), revelou que os números da dengue na Região dos Lagos alcançarem a marca de 4.407 possíveis casos e 10 mortes em 2024. Dois meses depois do levantamento feito pelo portal Fonte Certa na matéria “Casos de Dengue registrados no primeiro semestre de 2024 dobram em relação aos dados da doença no ano passado” , 754 novos possiveis casos e mais dois óbitos foram registrados nos municípios da região.

Segundo o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, Araruama ainda está em primeiro lugar na lista de maior incidência da doença na região. Em dois meses, o município registrou 392 novos casos – totalizando 1.841 possíveis registros da doença em 2024.

Cabo Frio e Arraial do Cabo também continuaram em segundo e terceiro lugar, com 113 novos casos no município cabo-friense e 46 na cidade cabista – com o acréscimo, são 911 possíveis casos em Cabo Frio e 522 em Arraial. Novamente, São Pedro da Aldeia ficou em 4º na lista com 48 novos registros, totalizando 408 possíveis casos de dengue.

A mudança no ranking aconteceu entre Armação dos Búzios e Iguaba Grande. Antes Iguaba tinha o menor índice de dengue da região, com 233 casos da doença. Nos últimos dois meses, o município registrou 138 novos casos, totalizando 371 ocorrências da doença. Já Búzios teve apenas 17 novos casos, passando de 337 para 354 possíveis casos nos últimos dois meses.

Apesar do quantitativo já totalizar mais que o dobro de casos do ano de 2023, que registrou 1.500 possíveis casos de dengue na Região dos Lagos, a crescente de casos está mais controlada no segundo semestre do ano.

Aumento de casos no País e no estado do Rio de Janeiro

Ainda segundo a atualização do painel que acompanha o registro da arbovirose, o Brasil atingiu a marca de 5.250 mortes confirmadas por dengue e 6.508.271 casos prováveis em 2024. Com o aumento de casos, o estado do Rio de Janeiro ficou em 6º lugar na ranking de registro, com 294.313 possíveis casos, 4.897 casos graves e 219 óbitos pela doença.

Ações de combate

No fim de agosto, o Ministério da Saúde criou um plano de combate à dengue com a ampliação dos métodos de controle do aedes aegypti, mosquito vetor da doença, como a liberação de mosquitos estéreis e o uso da bactéria Wolbachia — que impede o desenvolvimento do vírus da dengue.

De acordo com Andreia Nogueira, Bióloga da Vigilância em Saúde Ambiental da SEMUSA de Cabo Frio, a prevenção é a melhor forma de combater as doenças referentes à arbovirose urbana.

“Evitar acúmulo de inservíveis, não estocar pneus em áreas descobertas, não acumular água em lajes ou calhas, colocar areia nos vasos de planta e cobrir bem tonéis e caixas d’água, receber a visita do agente de saúde, são algumas iniciativas básicas. Muito importante a conscientização da população!”, afirmou.

Além das ações externas, crianças de 10 a 14 anos em todo o País podem se proteger contra a doença a partir da vacinação. Ofertado no SUS (Sistema Único de Saúde) desde o ano passado, o imunizante Qdenga, da farmacêutica Takeda, está disponível em postos de saúde.

Dentre os principais sintomas da doença, que pode deixar sequelas, estão febre, dores no corpo e nas articulações e de cabeça, além de náuseas e manchas no corpo.

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