O Brasil está sob uma intensa onda de calor, e o estado do Rio de Janeiro sente esse fenômeno de maneira ainda mais intensa. Até pelo menos o fim da próxima semana, as temperaturas devem ultrapassar os limites considerados suportáveis para o corpo humano, alertam especialistas.
Segundo a meteorologia, os termômetros devem registrar máximas diárias acima dos 36°C (na sombra), enquanto a sensação térmica pode ultrapassar os 50°C. Para a próxima segunda-feira (17), o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê uma máxima de 40°C, combinada com umidade de até 80%, o que pode gerar uma sensação térmica recorde de 62,7°C.
A combinação de fatores que intensifica o calor no Rio de Janeiro inclui a geografia da cidade, a formação de ilhas de calor, a temperatura elevada do oceano e o efeito dos chamados “rios voadores” da Amazônia. Além disso, um sistema de alta pressão deve se manter sobre a região pelos próximos dez dias, agravando ainda mais a situação.
Áreas mais afetadas
A onda de calor será mais intensa nas regiões destacadas em vermelho nos mapas meteorológicos, onde as temperaturas devem permanecer pelo menos 5°C acima da média por cinco dias consecutivos. Já nas áreas em laranja, o calor será elevado, mas sem atingir os critérios técnicos de uma onda de calor, com temperaturas entre 3°C e 5°C acima da média.

Efeitos no corpo humano e riscos para idosos
As temperaturas extremas representam um grande desafio para o organismo humano. Em um ambiente tão quente, o corpo se esforça para manter a temperatura interna estável, aumentando a transpiração e acelerando a circulação sanguínea. No entanto, esse mecanismo pode ser insuficiente em temperaturas muito altas, levando a sintomas como fadiga, tontura, desidratação e, em casos mais graves, insolação e exaustão térmica.
Os idosos estão entre os mais vulneráveis a esse fenômeno, pois seu organismo tem menor capacidade de regulação térmica. Além disso, muitos fazem uso de medicamentos que podem afetar a hidratação e a circulação. Especialistas recomendam que esse grupo evite a exposição ao sol entre 10h e 16h, aumente a ingestão de líquidos e permaneça em locais ventilados ou climatizados sempre que possível.Quando o calor atingirá seu pico?
E a chuva?
Apesar do calor extremo, há previsão de pancadas de chuva isoladas nos próximos dias. No entanto, a presença da massa de ar quente impede a formação de tempestades mais intensas, favorecendo dias secos e quentes na maior parte do estado. Dessa forma, as chuvas previstas não devem ser suficientes para amenizar significativamente as altas temperaturas.
Diante desse cenário, especialistas recomendam que a população redobre os cuidados com a saúde, evitando exposição prolongada ao sol e garantindo a hidratação adequada. O calor extremo exige atenção especial, principalmente para os mais vulneráveis.



