Atleta cabo-friense Dayone Rossi vai competir no Mundial de Sprint do Havaí e promete vitória para a cidade

Competição em que a campea brasileira conquistou a vaga para o Mundial do Havaí. Foto: Arquivo Pessoal

A atleta de Cabo Frio, Dayone Rossi, está se preparando para participar do Mundial de VA’A que vai acontecer entre os dias 13 a 24 de agosto deste ano, em Hilo, Havaí. Em entrevista ao Fonte Certa, Dayone compartilhou os desafios e o processo de preparação para o evento. A atleta vai participar do Mundial de Sprint em duas categorias: a V6, em equipe, e a V1, individual, que consistem em provas de velocidade em raios de 500 e 1000 metros. Dayne vai competir na categoria elite e nas categorias master 40 e master 50. 

A paixão da competidora pela modalidade começou em 2007, quando foi convidada para experimentar o VA’A, também conhecido como canoa havaiana, em Cabo Frio. Desde então, ela se entregou ao esporte, acumulando títulos e superando obstáculos.

“Quando a canoa chegou em Cabo Frio, no mesmo dia eu fui convidada para conhecer, fui convidada para fazer a primeira remada. E ali eu já me apaixonei, foi bem inesquecível”, contou Dayone. 

A jornada de Dayone para chegar ao Mundial é composta por muitas competições e desafios que a atleta carrega em seus 18 anos de carreira no esporte. No entanto, de acordo com ela, o maior desafio da sua trajetória desde quando começou até os dias atuais não está nos treinos intensos, mas na busca por patrocínio. 

Paixão da competidora pela modalidade começou em 2007, quando foi convidada para experimentar o VA’A em Cabo Frio. Foto: Arquivo Pessoal

“A gente não tem patrocínio. Os empresários aqui da cidade, eles não têm o mínimo interesse em apoiar em nada nenhum atleta. Isso é muito sério, porque a gente vê apoio para tantas coisas e para o esporte não temos”, desabafou.

A atleta destaca ainda que a falta de incentivo público de Cabo Frio é outro ponto sensível e lamenta a ausência de reconhecimento mesmo após conquistar diversos títulos. Dayone já competiu no Brasileiro Oc1 2023 Open, M40e50,  Panamericana, tem 5 Sulamericanas, conquistou 13 vezes o campeonato brasileiro, 16 vezes o campeonato estadual, participou ainda do Molokabra e Desafio 63km.

Com uma equipe de seis pessoas, Dayone, que tem uma rotina de muito treino, lidera e treina a única equipe feminina brasileira campeã mundial na modalidade, segundo ela. Porém, apesar das adversidades, a competidora está focada no Mundial e afirma que pretende trazer mais uma vitória para o Brasil e para Cabo Frio. Além disso, ela já tem planos para o futuro após a competição, que é participar também do Pan-americano no Brasil, ainda este ano, e do Mundial de longa distância no próximo ano.

Equipe Mana Brasil conquista da vaga para o mundial do Havai. Foto: Arquivo Pessoal

A trajetória de Dayone é marcada não apenas por vitórias e desafios, mas também por momentos emocionantes. Um dos quais ela destaca, é o convite que recebeu para acender a pira olímpica em Cabo Frio durante as Olimpíadas no Brasil que aconteceram no Rio de Janeiro em 2016. “Foi inesquecível”, disse com orgulho.

Pira acendida por Dayone foi a mesma levada para o Rio de Janiero para as Olimpíadas de 2016. Foto: Arquivo Pessoal

Para aqueles que estão começando na canoagem, especialmente mulheres, as quais a atleta afirma que são suas maiores inspirações, Dayone deixa um conselho: “Conecte-se com a natureza, com o mar. Não desistam, vale muito a pena.”

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