Cabo Frio oferece acolhimento especializado em saúde mental para mulheres

Atendimento ocorre às terças no PAM de São Cristóvão e não exige agendamento

Atendimento ocorre às terças no PAM de São Cristóvão e não exige agendamento. Foto: Prefeitura de Cabo Frio

Com o aumento dos casos de violência contra a mulher, a Saúde de Cabo Frio reforçou o acolhimento em saúde mental. Através de dois grupos terapêuticos, o município tem oferecido atendimento psicoterapêutico feminino gratuito e sem necessidade de agendamento prévio no PAM de São Cristóvão. 

Segundo a prefeitura, a iniciativa busca oferecer suporte emocional rápido, especialmente para aquelas que enfrentam ou enfrentaram ciclos de violência doméstica. Para garantir um suporte integral, o serviço atua de forma articulada em rede, conectando o atendimento psicológico ao Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) e ao Hospital da Mulher. 

Os grupos se reúnem semanalmente, às terças-feiras, e são coordenados por uma psicóloga especialista em saúde mental feminina. Para participar, basta comparecer no dia de atendimento, das 8h às 10h, para o acolhimento inicial na unidade de saúde.

O coordenador da equipe de Saúde Mental do ambulatório, psicólogo Ygor Sereno, reforçou o convite para uma iniciativa vital na rede pública, no mês em que se celebra o Dia Internacional da Mulher.

“A iniciativa é uma resposta imediata do serviço de Saúde Mental às mulheres que ainda sofrem violência pelo simples fato de serem mulheres. Este é um espaço seguro de escuta, acolhimento e fortalecimento da autonomia feminina”, destaca.

O coordenador-geral do Programa de Saúde Mental de Cabo Frio, Matheus Maldonado, explica que, pela dificuldade das mulheres em situação de violência em dar o primeiro passo e buscar ajuda, o grupo no PAM de São Cristóvão foi estruturado justamente para ser um ponto de apoio inicial.

“A ideia é trazer um espaço de escuta com dignidade e por profissionais capacitadas, sem a barreira do agendamento prévio. Nosso papel na saúde mental é oferecer o suporte emocional necessário e ajudar a fortalecer as pessoas para que, em conjunto com o Ceam e o Hospital da Mulher, elas consigam encontrar caminhos para romper esse ciclo de violência”, concluiu.

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