Obras de macrodrenagem evitam alagamentos em Iguaba Grande

As chuvas que atingiram a Região dos Lagos do segundo semestre de 2023 para cá evidenciaram a eficácia do investimento em obras de macrodrenagem no município de Iguaba Grande. Muito por conta desse tipo de intervenção, a cidade não apresenta os mesmos danos que eram comuns em um passado recente.

A macrodrenagem em Iguaba Grande é de responsabilidade da secretaria de Obras e Urbanismo, sob o comando de Alexandre Freitag, um dos homens de confiança do governo. O prefeito Vantoil Martins (CID), seu chefe de Gabinete, Fábio Costa, e o secretário de Governo, Jales Lins, são parceiros na execução e acompanham cada detalhe das obras.

Uma das obras destaque é a travessia da Rodovia Amaral Peixoto no bairro Ubás, onde antes haviam 2 manilhas de 800mm, teve o sistema ampliado para duas manilhas de 1500mm, o que diminuiu o N.A (nível da água) no córrego dos Ubás, propiciando melhor escoamento e resultando na diminuição das enchentes.

A obra de macrodrenagem do centro conta com galerias celulares de concreto armado e há um extravasor pra alta incidência de chuvas. Com relação a ele, há o projeto de instalar um filtro evitando despejo de dejetos na laguna. O extravasor será ligado após essa intervenção. Essa parte da empreitada está em negociações com o INEA, já que a obra é uma parceria em convênio com o órgão. A instalação desse tipo de dispositivo ocorreu na Rodovia Amaral Peixoto para melhorar o fluxo de escoamento das águas pluviais.

O projeto possui como objetivo acabar com os problemas de alagamentos devido às fortes chuvas. Os principais beneficiários são os moradores dos bairros Parque Tamariz, Centro, Canellas City e Iguaba Pequena.

Fonte-whatsapp

Critérios das obras de macrodrenagem em Iguaba

O diretor de Engenharia e Infraestrutura da Prefeitura de Iguaba, Franklin Chaves, explicou ao Portal Fontecerta.com como são feitas essas intervenções.

“Para a macrodrenagem, as áreas são em hectares. Utilizamos um índice chamado ‘TR’, que é o tempo de retorno. A gente, normalmente, calcula esse tempo de retorno para 50 anos. Ou seja, tudo é para que a galeria de macrodrenagem suporte, durante 50 anos, o volume de água que foi calculado”, disse.

De acordo com a secretaria de Obras iguabense, os cálculos consideram as piores situações que Iguaba, historicamente, já registrou. “A gente viu as piores situações da cidade, previu e colocou para poder fazer esse cálculo. O que não quer dizer que não possa acontecer um fenômeno da natureza que possa superar isso. Mas o cálculo ultrapassa os maiores picos de chuva que a cidade já teve na história”, assegurou o engenheiro.

Assim sendo, o secretário Alexandre Freitag informou que as galerias dessa macrodrenagem evitariam todos os alagamentos que já aconteceram em Iguaba até hoje. “Então, se tiver alagamentos na mesma proporção que já houveram, toda a parte de macrodrenagem vai atender perfeitamente ao escoamento das águas pluviais”, concluiu.

Histórico das obras de macrodrenagem em Iguaba Grande

As obras de macrodrenagem nos rios de Iguaba Grande começaram em 1º de março de 2023. O projeto consiste na substituição de toda a tubulação, o que aumenta a vazão de água pluvial. O início da obra foi no Rio Iguaçaba, no trecho de travessia da rua Dr. João Vasconcelos. A macrodrenagem passou também pelo Rio Iguabela, com a troca das galerias do local.

Drenagem e pavimentação também contribuem para minimizar problemas

Freitag também explicou ao Portal Fontecerta.com como é o planejamento que a Prefeitura faz para as obras de drenagem e pavimentação na cidade.

“Ao longo de todo o ano, toda a equipe técnica faz estudos de levantamentos topográficos, incidência de chuva, áreas de terreno, estudo de bacias. A gente estuda tudo antes e, através de perfis, a gente calcula qual a necessidade, o diâmetro de cada manilha que a gente vai colocar nas ruas para atender a drenagem pluvial da cidade”, afirmou.

Além disso, o secretário pontuou que o estudo conta com o que cada bacia recebe de chuva, qual o tamanho de cada bacia e qual a necessidade de escoamento de cada uma delas.

“O corpo técnico de engenheiros calcula tudo isso e, daí, a gente parte para a fase de execução. A gente sempre se prepara antes. Todas as ruas, a gente faz esses estudos, para depois a gente vir com a parte da drenagem, com a parte da pavimentação”, declarou Alexandre.

Apesar disso, Freitag pontua que lidar com a natureza acaba sendo uma incógnita. “Por mais que a gente estude, faça esses levantamentos para atender a demanda, não quer dizer que algum fenômeno da natureza não possa ocorrer. Isso, a gente não consegue controlar. A gente visualiza a pior situação, mas possa ser que tenha algum fenômeno que seja ainda pior do que o que a gente já viu em toda a história”, declarou.

“Isso é um ponto que a gente bate muito na tecla porque as pessoas ficam sempre esperando o melhor e a gente realmente faz o melhor. Só que a gente também não controla e não manda na natureza”, finalizou.

O antes e o depois da drenagem em Iguaba Grande

De acordo com a secretaria de Obras de Iguaba Grande, quando vão executar as obras de macro e microdrenagem, as equipes constatam a ineficiência do sistema que existia. Estão entre os pontos manilhas muito pequenas ou mesmo galerias subdimensionadas, que não atendem à vazão necessária.

“A gente consegue ver que nunca houve nenhum tipo de estudo. Foi colocado ali mesmo só para passagem de água, sem pensar ou sem calcular para tempestades ou situações críticas. Agora, isso é corrigido”, afirmou o secretário. O projeto é, realmente, reinfraestruturar a cidade.

“As obras de macro e de microdrenagem não finalizam de fato, né? A gente tem uma cidade muito grande que nunca recebeu nenhum tipo de infraestrutura adequada com relação à drenagem pluvial e agora estamos fazendo isso. Ainda tem muita obra pela frente, muitos bairros para atender, muitas ruas. Então, assim, não é ainda um resultado conclusivo, ainda tem muita coisa a melhorar e a gente vai melhorar”, concluiu.

FacebookWhatsAppTelegramXThreads