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Nova variante do coronavírus é encontrada em Rio das Ostras e Macaé

Há riscos de P1.2 ser mais transmissível ou mais letal do que as outras variantes ou do que o vírus original que deu início à pandemia

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A Secretaria estadual de Saúde (SES) identificou uma variante do coronavírus em circulação no Rio. Nesta sexta-feira (07), a nova cepa foi encontrada em dois municípios da Região dos Lagos, sendo eles Rio das Ostras e Macaé.

Ainda não se sabe se a P1.2 pode ser mais transmissível ou mais letal do que as outras variantes ou do que o vírus original que deu início à pandemia. Ela apresenta sete novas mutações em comparação com a P.1, sendo uma dela, a A262S, na proteína S, alvo de anticorpos e da maioria das vacinas já em uso contra a Covid-19.

“Além das mutações que já existiam na P.1, tivemos uma a mais na proteína S, e outras mutações em outras proteínas que também podem ser importantes. Ainda não podemos dizer que a variante P.1.2 é mais isso ou aquilo. Já estamos fazendo estudos para avaliar, no entanto, os resultados demoram um pouco”, explicou Ana Tereza Vasconcelos, coordenadora do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC)

A nota técnica da Rede Corona Ômica RJ — composta por uma equipe multidisciplinar de pesquisadores de laboratórios de diferentes instituições do Estado do Rio — informa que dos 22 novos genomas pertencentes à linhagem P.1.2 analisados, “nove foram identificados no município de Conceição de Macabu, três em São Francisco do Itabapoana, dois em Santa Maria Madalena e um genoma em cada um dos municípios de Areal, Bom Jardim, Macaé, Macuco, Quissamã, Rio das Ostras, Rio de Janeiro e Trajano de Moraes”.

A pesquisa integra uma iniciativa de sequenciamento do novo coronavírus que prevê a análise de cerca de 4.800 amostras em seis meses, com 400 a cada 15 dias. A ação é financiada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) e conta com a parceria do LNCC, do Laboratório de Virologia Molecular da UFRJ, do Lacen, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Secretaria municipal de Saúde do Rio.

Ana Tereza Vasconcelos chama a atenção para a queda da variante P.2 nas amostras analisadas pelos pesquisadores. A cepa, encontrada no fim de 2020 no Rio, predominava até fevereiro e nesta última análise foi identificada em apenas 0,53% dos genomas. Já a P.1 dominou as amostras e foi encontrada em 91,49%. A coordenadora do LNCC também ressalta a migração da P.1.2 do Norte Fluminense para a Região dos Lagos

“Já tínhamos sequenciado semanas atrás oito desses genomas com a P.1.2 no Norte Fluminense, em Conceição de Macabu. Fizemos mais sequências esta semana e percebemos que ela tinha se dispersado para outras cidades, saindo da Região Norte e indo para outros locais. Agora estamos fazendo mais (sequenciamentos genéticos). Ela (a P.1.2) pode continuar aparecendo ou sumir. Por isso, precisamos fazer o monitoramento genético, sequenciando”, disse, reforçando que neste momento é importante manter as medidas de prevenção, como evitar aglomerações, usar máscara e higienizar as mãos com frequência.

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