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Reserva Extrativista cobra soluções de ordenamento para o verão em Arraial do Cabo

Principal preocupação é com as tradicionais áreas de visitação, mergulho, da pesca artesanal tradicional e o ordenamento do cais da Marina dos Pescadores

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A Associação da Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (AREMAC) tem manifestado constante preocupação com a lentidão que as decisões são tomadas na gestão da reserva, principalmente em relação aos ordenamentos que são necessários nas tradicionais áreas de visitação, mergulho, da pesca artesanal tradicional e o ordenamento do cais da Marina dos Pescadores.

Há anos a Associação pede que seja feito o ordenamento das áreas de fundeio (organização das poitas) na Praia dos Anjos. A desorganização daquele espaço impediu a tradicional pesca de canoa, uma das atividades mais importantes dentro do cronograma extrativista.

“A falta de fiscalização, demarcações e orientação correta dos beneficiários sobre as regras, no entender da AREMAC, acaba prejudicando todos, principalmente os pescadores artesanais que são os mais prejudicados com essa falta de organização. Temos que sair das salas de reuniões virtuais, para muitas das quais a concessionária sequer é convocada, e partir para a prática”, disse o presidente da concessionária, Eraldo Cunha.

Concessionária do Direito Real de Uso da RESEXMar, a AREMAC cobra ainda soluções para antigas demandas da comunidade pesqueira, que geraram vários ofícios, muitos deles sem resposta. Nessa lista de pendências estão pedidos de soluções para a demarcação de área de pesca na Ilha do Farol, fiscalização do desembarque irregular na Ilha do Pontal, ordenamento das raias das Prainhas do Pontal do Atalaia e da Praia do Forno, entre outras.

“A Concessionária está sendo ignorada nas decisões, numa clara intenção de esvaziamento de sua representatividade. Quem tem realmente essa representatividade de responder por toda a área da concessão, por decreto federal, é a AREMAC. Muita das vezes a entidade só conhece o teor dessas decisões pelas redes sociais e depois que as reuniões acontecem. E nem assim as ações saem do papel. Enquanto isso, é o pescador artesanal e as famílias tradicionais que vivem da pesca que continuam sendo prejudicadas. De que adianta pintar a casa por fora e deixar ela ruir por dentro?”, questionou Eraldo Cunha.

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