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Simulação de dragagem será o primeiro cenário analisado no estudo sobre a Lagoa de Araruama

Pedido foi feito por agentes públicos nesta semana

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A dragagem para remoção de bancos de areia vai ser a primeira opção a ser analisada no estudo de hidrodinâmica da Lagoa de Araruama, contratado pela Prolagos e realizado pela Coppe/UFRJ, em parceria com a UFF

O pedido foi feito nesta semana por representantes de secretarias de meio ambiente dos municípios atendidos pela concessionária, do Instituto Estadual do Ambiente (Inea), do Consórcio Intermunicipal Lagos São João e do Comitê de Bacias.

A licença ambiental para a dragagem já foi liberada e a execução acontecerá com recursos do Governo Estadual. A simulação de dragagem é um dos quatro cenários previamente listados no plano de trabalho estabelecido entre a concessionária e a Coppe/UFRJ. Com o pedido, no entanto, a análise será antecipada e o resultado de como a laguna responderá a essa possível ação sairá nos próximos meses. Em abril, pescadores e moradores da Praia do Siqueira também estiveram na UFRJ para conhecer o estudo e apresentar sugestões.

“Este é um trabalho dinâmico e a participação da sociedade é fundamental para o sucesso dessa iniciativa. Para isso estamos promovendo encontros com os pesquisadores para que todos contribuam. As prefeituras terão acesso ao relatório final e poderão definir suas ações com garantia de maior efetividade”, comentou o diretor presidente da Prolagos, Sérgio Braga, que acompanhou a comitiva.

A visita começou pelo Instituto de Geociências da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói, onde o grupo esteve no laboratório e viu como são feitas as análises químicas de amostras coletadas na laguna. Em seguida, os agentes públicos estiveram na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro, onde acompanharam a apresentação.

O chefe de licenciamento do Inea, Carlos Henrique Teles Tibão, considera o estudo uma ferramenta valorosa para a melhor gestão dos recursos e das ações no entorno da laguna.

“O Inea tem acompanhado este estudo desde o início e olhamos com bons olhos a atuação da academia junto à sociedade civil e órgãos ambientais. Vamos trabalhar com metodologia científica, com uma técnica em que possamos prever alguns impactos e tomar a decisão considerando os melhores resultados”. disse Carlos.

Para o secretário de Meio Ambiente de Cabo Frio, Mario Flavio Moreira, este projeto representa importante momento para a gestão ambiental da laguna.

“Há quase 20 anos, a lagoa estava num processo de produção de algas, totalmente eutrofizada. Não tinha mais como esperar que se aplicasse o que o contrato de esgoto preconizava, que era implantar a rede separativa, que ia demorar muito tempo. Houve então, um choque de ordem na questão do esgoto na lagoa, que foi o tempo seco. Há um consenso de que avançou muito, querendo ou não, hoje de 70% a 80% em tempo seco estão sendo captados. Já temos os cinturões, o tronco coletor e agora temos que avançar nas redes separativas e numa dragagem mais cirúrgica, mais técnica. Nós já fizemos outras dragagens, mas sempre intervenções pontuais. Nunca tivemos a oportunidade de ver a sinergia da lagoa como um todo. E esse modelo possibilita isso. A modelagem vai permitir que todo o achismo ou sabedoria popular, aliado à técnica, se torne realidade, contribuindo para a otimização de recursos e tempo”, explicou Mário Flávio.

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