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Vigilância Ambiental de São Pedro da Aldeia alerta para o combate ao Aedes Aegypti durante a pandemia

Em tempos de isolamento social o apoio e a conscientização dos moradores são fundamentais para a eliminação dos focos do mosquito

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Mesmo com as atenções voltadas para a pandemia do novo coronavírus, a prevenção e o combate à dengue e outras arboviroses urbanas causadas pelo Aedes Aegypti não devem ser negligenciados. De acordo com o último boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, o Brasil registrou, até o momento, 676.928 casos prováveis de dengue. Somente no Estado do Rio, foram 3.432 casos.

Em São Pedro da Aldeia, os profissionais da linha de frente da equipe de Vigilância Ambiental já adotaram estratégias diferenciadas para seguir com as ações de enfrentamento, entre elas as visitas domiciliares dos Agentes de Combate a Endemias (ACEs). Em tempos de isolamento social, mais do que nunca o apoio e a conscientização dos moradores são fundamentais para a eliminação dos focos do mosquito.

A coordenadora Vigilância Ambiental da Secretaria de Saúde, Dayana Flavia Oliveira, alerta para a importância dos cuidados mesmo durante a pandemia de coronavírus.

“As pessoas estão se esquecendo que a dengue também mata, que o mosquito continua se reproduzindo e que os riscos são reais. São doenças que podem trazer prejuízos imensuráveis na saúde e a gente precisa contar com a ajuda do morador. Apenas dez minutos que ele ‘perde’ cuidando da sua casa, do seu quintal, podem salvar vidas. Hoje, as pessoas estão de quarentena, já estão em casa, então os cuidados para eliminar os criadouros podem e devem ser maiores”, disse.

Além da colaboração dos moradores na vigilância e manutenção regular dos reservatórios de água dentro de casa, com a verificação de potenciais focos larvários, as estratégias de enfrentamento da Vigilância Ambiental incluem, ainda, a implantação de ações de bloqueio de transmissão, com uso de máquina costal, e um trabalho complementar por meio da utilização do Ultra Baixo Volume (UBV), popularmente conhecido como Fumacê.

Visitas domiciliares: o que mudou

Uma das principais formas de combate ao Aedes Aegypti são as visitas domiciliares periódicas realizadas pelos Agentes de Combate a Endemias (ACE). Para lidar com a nova realidade de distanciamento social e reduzir os riscos de transmissão do coronavírus, os agentes já se adequaram às novas normas estabelecidas pelo Ministério da Saúde, divulgadas na Nota Técnica nº 08/2020, que inclui o uso de máscaras, luvas, álcool em gel e sabonete líquido. A visita em imóveis que tenham residentes com idade superior a 60 anos também foi suspensa enquanto durar a pandemia.

“Hoje a distância mínima de dois metros entre as pessoas do domicílio já é um novo protocolo. As atividades dos agentes só podem ser realizadas na área peridomiciliar, que é o entorno da residência, frente, laterais e a parte dos fundos do quintal. Se por um acaso o acesso for por dentro da casa, a gente não pode fazer esse trabalho. Infelizmente, mesmo seguindo à risca todas as recomendações, ainda temos encontrado muita recusa das pessoas por causa do coronavírus. A gente entende que a população está receosa, mas essas visitas são importantíssimas porque é o momento em que a gente orienta, ensina e demonstra a necessidade real de manter a prática do controle”, destacou o supervisor de campo, Paulo Henrique Dias.

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