Policia Federal realiza operação contra falsidade documental em Cabo Frio

A Polícia Federal foi às ruas de Cabo Frio, na manhã desta quarta-feira (20), para deflagrar a operação Fugere Urbem. O termo, em latim, significa “fugir da cidade”. A investigação apura eventuais crimes de falsidade documental por parentes de investigados na operação Kryptos, que teve o objetivo de desarticular organização criminosa responsável por fraudes bilionárias envolvendo criptomoedas.

De acordo com a Polícia Federal, a ação apura a apresentação de documentos com assinaturas supostamente falsas durante o requerimento de emissão de passaportes no posto da PF em Cabo Frio.

Na ação, os policiais federais cumprem um mandado de busca e apreensão e duas medidas cautelares alternativas. Quem expediu os documentos foi a 3ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

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Fonte-whatsapp

Início da investigação

A investigação teve início a partir das suspeitas envolvendo a esposa de um dos investigados na Operação Kryptos. A operação começou em agosto de 2021 para investigar crimes contra o sistema financeiro nacional através de criptomoedas. Sendo assim, teve diversos desdobramentos, como a prisão de Glaidson Acácio dos Santos, o ‘Faraó das Bitcoins’.

De acordo com a PF, a mulher investigada pela Operação desta quarta solicitou à Polícia Federal a emissão de passaporte e autorização para viagem do filho menor mediante a apresentação de documentos com assinaturas supostamente falsas.

O marido dela é um dos principais operadores financeiros do esquema de criptomoedas alvo de investigação na “Operação Kryptos”. O homem está foragido da Justiça desde setembro de 2023.

O objetivo da Operação “Fugere Urbem” é esclarecer o contexto das possíveis fraudes e o envolvimento de terceiros na sua confecção. Além disso, visa interromper o processo de fuga familiar dos investigados para o exterior.

Além do mandado de busca e apreensão, a Justiça determinou aos investigados o cumprimento de medidas cautelares alternativas. Entre elas, a proibição de se ausentar do país e retenção de passaporte.

De acordo com a Polícia Federal, em virtude da apuração da operação, os suspeitos poderão responder judicialmente pelos crimes de falsificação de documento, uso de documento falso e associação criminosa. As penas podem ultrapassar 12 anos de prisão.

O material que os agentes apreenderam nas buscas vai para análise da equipe de investigação e perícia criminal, podendo surgir novos fatos e suspeitos.

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