A Prefeitura de Iguaba Grande abriu uma investigação após o falecimento da jovem Bruna Terra, de 22 anos. A menina buscou atendimento médico na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade por quatro vezes, antes de seu quadro se agravar. De acordo com a família, Bruna morreu durante transferência para um hospital em Volta Redonda.
Em entrevista ao Portal Fontecerta.com na manhã desta terça-feira (9), a secretária de Saúde de Iguaba, Carla Valle, expressou o compromisso da administração em esclarecer os fatos. “Já foi feita a abertura de um processo. A gente está iniciando uma sindicância administrativa para apurar a eventual responsabilidade dos envolvidos. Após a sindicância, tomaremos as medidas cabíveis e vamos esclareceu os fatos”, pontuou.
A mãe da jovem, em um comovente relato nas redes sociais, descreveu os momentos angustiantes que a filha viveu durante as visitas à UPA. “Procuramos atendimento médico no dia 1º de abril. Com dor de garganta, [ela] foi medicada, sem melhoras. Na quinta-feira (4), retornou à mesma unidade de saúde pela manhã. Depois de quase duas horas aguardando atendimento foi atendida, com tosse, cansaço e vômito”, explicou.
De acordo com a mãe, receitaram mais remédios para a jovem, sem qualquer exame. Bruna teve uma nova piora, que a fez retornar para a unidade no mesmo dia. “Pedimos um atendimento com urgência, pois continuava vomitando e os batimentos cardíacos muito altos. Passando pela triagem, o enfermeiro, com sua má vontade, não conseguiu aferir os batimentos cardíacos da minha filha e disse para o pai que caso igual ao dela tinha vários”, afirmou a mãe.
Menina voltou à UPA no dia seguinte para novo atendimento

Na sequência, a mãe de Bruna relatou que ela se sentiu muito fraca para continuar aguardando naquele local e retornou para casa. Na sexta-feira (5) de manhã, lá estava ela na UPA de novo. “Com prioridade, ela foi bem atendida. Porém, tarde demais, pois seu quadro evoluiu muito rápido”, comentou.
A jovem estava com a saturação do sangue caindo e batimentos cardíacos diminuindo. Sendo assim, os servidores precisaram intubá-la. “Que sofrimento ver minha linda princesa nessa situação, precisando de uma vaga para transferência para uma UTI”, lamentou a mãe.
Por fim, a genitora disse que, por volta das 22h, eles conseguiram uma vaga em Volta Redonda. “Partimos para lá, mas, infelizmente não conseguimos chegar ao hospital. No trajeto, ela veio a óbito”, declarou.
Uma rede de mobilização se formou na internet, pedindo justiça para Bruna. A mãe, que chorou a morte da filha “no auge da sua linda juventude”, questionou: “Quanto vale uma vida? Será que tem preço? E essa dor que vou levar para o resto da minha vida?”.




