O presidente da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, Douglas Ruas (PL), vai precisar de aval do Supremo Tribunal Federal para assumir o comando do governo do Rio de Janeiro. Mesmo após ser eleito para chefiar o Legislativo, o deputado esbarra em uma disputa jurídica que mantém o estado sob gestão interina do Judiciário.
O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (23) e está nas mãos do ministro Luiz Fux. Na prática, Ruas tenta convencer a Corte de que sua eleição representa uma mudança no cenário, o que permitiria a ele ocupar o posto de governador interino.
Hoje, o cargo segue com o presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, que assumiu após a saída de Cláudio Castro e diante da ausência de uma linha sucessória definida naquele momento. A permanência foi determinada pelo próprio STF até que haja uma decisão sobre como será escolhido o novo governador.
Ruas foi eleito com 44 votos favoráveis, enquanto 25 deputados não participaram da votação em sinal de protesto. Parte da oposição questiona o modelo adotado, principalmente pelo formato aberto de votação.
A Corte também analisa se o novo chefe do Executivo será escolhido por eleição direta ou indireta — julgamento que ainda não foi concluído após pedido de vista do ministro Flávio Dino.
Até lá, o cenário permanece indefinido, com o Legislativo tentando ocupar espaço e o desfecho concentrado nas mãos do Supremo.


