Estudo revela causas da poluição da Lagoa de Araruama e aponta falta de fiscalização

Cabe ao município aldeense fiscalizar imóveis em situação irregular

Cabe ao município aldeense fiscalizar imóveis em situação irregular

Em um estudo realiza pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UFRJ) revelou que a poluição da Lagoa de Araruama é resultado de uma combinação de fatores, que incluem condições climáticas adversas e despejo irregular de esgoto. O problema se manifesta de forma mais intensa na cidade de São Pedro da Aldeia, onde a falta de fiscalização e a presença de ligações clandestinas de esgoto agravam ainda mais a situação.

O documento foi elaborado pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE), vinculado a universidade federal. Nele foram apontados que o aumento das temperaturas, a escassez de chuvas e a hidrodinâmica do ecossistema contribuem para a proliferação de microalgas que impactando a qualidade da água. Desde de novembro do ano passado, pescadores, ambientalistas e moradores do entorno da laguna já haviam denunciado a presença de esgoto sendo lançado no local. Diversas espécies de peixes, como carapeba e corvina apareceram com ferimentos na pele, semelhantes a queimaduras, olhos inchados, além de alguns exemplares estarem mortos. O INEA coletou amostras da água para análises.

A concessionária Prolagos, responsável pelo tratamento de esgoto na região, afirma que foram identificados quatro pontos de despejo irregular de esgoto: três no bairro Camerum e um próximo à Praia da Tereza, no Balneário São Pedro. Além disso, três imóveis situados às margens da lagoa foram flagrados com fossas na faixa marginal de proteção, o que pode contaminar o lençol freático e, consequentemente, a lagoa. Para isso, a concessionária utilizou um pequeno robô, capaz de percorrer tubulações e detectar esgoto despejado na rede de drenagem.

O Portal Fonte Certa entrou em contato com a Prolagos e com a Prefeitura de São Pedro da Aldeia para esclarecer de quem é a responsabilidade pela fiscalização do despejo de esgoto na lagoa. A concessionária afirmou que a fiscalização cabe ao município e que, como forma de apoio, atua na identificação dos imóveis em situação irregular. Já a prefeitura da cidade até o momento não respondeu nossas solicitações. O espaço permanece aberto.

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