Motoristas que trafegam pelas principais rodovias da Região dos Lagos têm notado, nas últimas semanas, a ausência de um importante aliado na segurança viária: os pardais eletrônicos. Em diversos pontos das RJs 102, 140, 106 e 124, os equipamentos de fiscalização eletrônica estão desligados — e em muitos trechos, foram até removidos.
A situação tem chamado atenção especialmente de quem utiliza essas vias todos os dias, seja para trabalhar, estudar ou realizar atividades comerciais. Em comum, o relato de que a ausência dos radares tem levado a um aumento da velocidade média nos trechos afetados, o que gera preocupação quanto à segurança, sobretudo em áreas com histórico de acidentes graves.
Na RJ-140, uma tragédia evidenciou o risco. No dia 24 de abril, Rogério Laurentino da Silva, conhecido como “Zera”, de 41 anos, morreu após ser atropelado enquanto pedalava pelo acostamento. O acidente ocorreu quando ele foi atingido por um carro em alta velocidade. O impacto o lançou para fora da pista, e ele morreu no local. O caso gerou comoção na região e reforçou o alerta para o comportamento imprudente de alguns condutores.
Trechos como o da a RJ-106, entre Iguaba Grande e Araruama, são conhecidos pelo alto fluxo de veículos e por acidentes recorrentes, muitos deles envolvendo ultrapassagens indevidas e excesso de velocidade. Nas RJs 102 e 140, a situação não é diferente, com trechos urbanos e intermunicipais que exigem atenção redobrada dos condutores.
Em nota, o Departamento de Estradas de Rodagem do Estado do Rio de Janeiro (DER-RJ) informou que está em curso o processo de licitação para instalação de novos radares em todo o Estado. Segundo o órgão, a medida faz parte de um plano de modernização do sistema de fiscalização eletrônica e abrangerá todas as regiões, incluindo os trechos mais críticos das RJs que cortam a Região dos Lagos.
“O DER esclarece que será mantida a sinalização nos trechos para alertar e reforçar a conscientização de motoristas sobre os limites de velocidade até que novos e modernos equipamentos sejam implantados nos locais”, diz o comunicado.


