Audiência pública em Cabo Frio traça metas para água, esgoto e lixo até 2044

Moradores, especialistas e representantes de associações participaram da segunda rodada de debates

Moradores, especialistas e representantes de associações participaram da segunda rodada de debates (Foto: Wislei Rabello/SECOM)

Cabo Frio realizou, nesta quinta-feira (17), a segunda audiência pública para revisão dos planos municipais que vão nortear a política de saneamento básico e a gestão dos resíduos sólidos até 2044. O encontro aconteceu no auditório da Prefeitura e reuniu moradores, técnicos e representantes de entidades civis para debater diretrizes relacionadas a serviços essenciais como abastecimento de água, esgotamento sanitário, drenagem urbana, limpeza pública e destinação final do lixo.

A atualização do Plano Municipal de Saneamento Básico (PMSB) e do Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PMGIRS) segue diretrizes federais e visa ampliar a eficiência da gestão pública, atrair investimentos e fortalecer políticas sustentáveis. O processo está em curso desde dezembro de 2024 e, até agora, já recebeu 55 contribuições formais da sociedade civil.

“O plano é uma espécie de ‘bíblia’ para guiar as ações nos próximos anos. Ele define prazos e metas para o setor, reforça o compromisso com a transparência e traz soluções práticas para problemas históricos, como o tratamento de esgoto”, destacou o secretário de Meio Ambiente, Saneamento e Clima, Jailton Nogueira. Segundo ele, o material segue disponível no site oficial da Prefeitura para novas sugestões da população.

Representando a comunidade pesqueira, Eli Cardoso, presidente da Associação de Pescadores da Praia do Siqueira, elogiou o espaço de escuta e disse sentir que a população está, de fato, sendo considerada. “Estamos há 40 anos nessa luta. Agora, vejo empenho para resolver questões como a dragagem e as melhorias ambientais. A comunidade sente que está sendo vista e respeitada.”

A audiência também contou com a participação do engenheiro civil Walter Ramos, da Associação de Engenheiros e Arquitetos da Região dos Lagos (Asaerla). Para ele, embora o plano represente um avanço, ainda há espaço para metas mais ousadas. “Precisamos de mais proatividade, especialmente em temas como economia circular e coleta seletiva. É importante lembrar que os custos disso tudo acabam sendo pagos via tarifas pela própria população, e isso precisa ser discutido com clareza.”

A próxima etapa do processo envolve a análise das novas sugestões enviadas por meio da consulta pública. A versão final dos planos deve ser apresentada e aprovada nos próximos três meses. Até lá, a expectativa da gestão municipal é ampliar ainda mais o engajamento popular e garantir que as ações previstas contem com respaldo e fiscalização social.

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