O grupo teatral Creche na Coxia, o mais antigo em atividade na cidade de Cabo Frio, comemora 45 anos de história com apresentações gratuitas e uma exposição inédita que reúne fotos, cartazes, figurinos e mais de cem prêmios conquistados ao longo de sua trajetória. As sessões começam em 18 de agosto, e a mostra estará aberta de 3 a 7 de setembro.
As apresentações serão feitas especialmente para turmas da rede municipal de ensino cabo-friense. A iniciativa será composta por dois espetáculos do repertório do grupo: “A Flor do Cerrado”, com direção de Silvana Lima, nos dias 18 e 19 de agosto, às 9h30 e às 14h, consecutivamente, no Teatro Quintal; e “Entrecontos”, de Tânia Arrabal, no dia 22, às 10h e às 14h, na Casa de Artes Usina4.
“As apresentações serão para os alunos de escolas municipais, para que as novas gerações conheçam um pouco do Creche na Coxia. Após os espetáculos, atores e equipe se juntam para um bate-papo com os alunos, para que eles possam perguntar o que quiserem para nós”, explica Silvana Lima.
Já a exposição “Creche na Coxia 45 anos em cena”, nos dias 3 e 7 de setembro, reunirá pela primeira vez fotografias, cartazes, figurinos, troféus – mais de cem prêmios conquistados em festivais nacionais – e material cênico de espetáculos que marcaram as mais de quatro décadas de história da companhia. A entrada será gratuita no Teatro Quintal com sessões entre 9h e 12h e 14h e 17h.
“Com este projeto, o Creche na Coxia reafirma seu compromisso com a propagação da arte e a valorização da memória cultural da cidade, aproximando o público da rica trajetória de um grupo que há quase meio século inspira, emociona e forma plateias”, comenta Tânia Arrabal.








O Creche na Coxia é o grupo mais antigo da cidade e continua ativo, com a participação de duas de suas fundadoras nas produções dos espetáculos: Silvana Lima e Tânia Arrabal. A companhia coleciona memórias, inúmeros prêmios e faz parte intrinsecamente da história de atores, atrizes e toda cadeia cênica de Cabo Frio.
“A celebração dos 45 anos do Creche é importante para o cenário cabo-friense pois reforça a identidade cultural local, já que o nosso grupo é especialista em encenar temas regionais, contribuindo para a valorização e o reconhecimento das diferentes culturas e tradições presentes na cidade”, apontam Silvana e Tânia.

O projeto conta com o patrocínio do Governo Federal, Ministério da Cultura, Governo do Estado do Rio de Janeiro, Secretaria de Cultura de Cabo Frio, através da Política Nacional Aldir Blanc no edital municipal de Apoio às Companhias Artísticas.
Confira a sinopse dos espetáculos:
“A Flor do Cerrado” , de Silvana Lima, é um texto premiado pela FUNARTE em 2006. Ele conta a história de Tadeu e Sofia, dois jovens que são apaixonados, mas não podem se casar porque ele é cristão e ela é mouro. A história se passa no cerrado e tem como pano de fundo a festa das Cavalhadas, representações teatrais populares, de origem portuguesa, que retratam as batalhas entre mouros e cristãos.
Para conquistar o amor de Sofia, Tadeu precisa levar para ela a flor alamanda do cerrado, mas, encontra no seu caminho um empecilho: a coruja do mato. O espetáculo conta com seis atores e seis músicos em cena que executam oito músicas ao vivo.
“Entrecontos” é um trabalho de teatralização de histórias onde a atriz se perfila no limiar das duas vertentes: teatro de atores com formas animadas e bonecos. O espetáculo mostra uma boneca que tenta fugir das páginas de um livro infantil da biblioteca por estar cansada de aguardar o público leitor que faz a opção pelos entretenimentos eletrônicos. Porém, a bibliotecária a pressiona desafiando-a para que se lembre de pelo menos 3 histórias em que ela foi protagonista. Tudo se resolve no decorrer desses contos que são feitos pelos bonecos que a acompanharam escondidos na sua sacola ao deixar a biblioteca.

