Direto da Fonte | STF pode retomar julgamento sobre sucessão no Rio ainda esta semana

Acórdão sobre condenação de Cláudio Castro deve ser publicado nos próximos dias, segundo ministra Cármen Lúcia

Corte avalia se sucessão será direta ou indireta em meio a crise política e jurídica no estado

O julgamento que decide como deve ser escolhido o próximo governador do Estado do Rio deve ganhar novos capítulos nesta semana. Segundo a ministra Cármen Lúcia, o acórdão do julgamento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que condenou o ex-governador do Rio Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico deve ser divulgado nos próximos dias, destravando a análise no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre como será escolhida a nova chefia do Executivo estadual.

Segundo a magistrada, o documento já está em fase final de elaboração e deve ser encaminhado ao STF assim que for finalizado. A informação foi destacada no último dia do julgamento sobre o formato do pleito, quando o placar formou 4 votos a 1 a favor da realização de eleições indiretas, que seria realizada pela Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, e o ministro Flávio Dino pediu vista do processo.

A expectativa é que, com a publicação do acórdão, o Supremo retome a análise e defina se a eleição para o mandato-tampão no governo do Rio será direta ou indireta. Mas, enquanto a decisão não vem, o governador interino, Ricardo Couto, segue no poder, dando sinais de que trabalha com um cenário de permanência mais longa no governo do estado.

Saiba como tem sido a gestão de Ricardo Couto

À frente do governo do estado há 21 dias, o desembargador Ricardo Couto iniciou uma série de mudanças estratégicas no primeiro escalão. Só nesta segunda-feira, foram trocados Nicholas Cardoso, o ex-presidente do Rioprevidência, e o chefe de gabinete, Rodrigo Abel, exonerado a pedido. As pastas foram assumidas pelo procurador Felipe Derbli de Carvalho Baptista e  Flavio Willeman, respectivamente.

Nos próximos dias devem deixar os postos Marcos Simões, que assessorou o ex-secretário da Casa Civil Nicola Miccione e vinha respondendo interinamente pela pasta, além do secretários da Fazenda, Juliano Pasqual, e de Planejamento, Adilson Faria.

Os movimentos indicam a formação de uma equipe própria, rompendo gradualmente com nomes ligados à gestão anterior.

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