Na Comunidade Tradicional Quilombola Preto Forro, no Angelim – Araçá, em Cabo Frio, uma estratégia pouco convencional começou a surtir efeito contra um problema que preocupa moradores: a presença de escorpiões em meio aos habitantes da região. Na última terça-feira (16), cerca de 50 gambás foram soltos como parte de um programa de Saneamento Ambiental Integrado, uma iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Superintendência de Vigilância Ambiental e Zoonoses em parceria com o Instituto Larissa Saruê.
Predadores naturais de escorpiões e imunes ao veneno, graças a uma substância chamada Fator Neutralizante de Toxina Letal (LTNF), os gambás ajudam a equilibrar o ecossistema local e reduzir riscos de acidentes com animais peçonhentos.
“A presença dos gambás é uma forma sustentável e natural de proteger a comunidade, sem prejudicar o meio ambiente”, explica a bióloga Andréia Nogueira, responsável pela Vigilância Ambiental e Zoonoses. Ela reforça que a colaboração dos moradores é essencial: não alimentar, maltratar ou tentar capturar os animais garante que eles mantenham seu instinto de caça.


