Ilê Asé Iyá Oju Omi celebra ancestralidade com Samba da Malandragem neste sábado (22)

Evento celebra tradição, identidade e resistência cultural em São Pedro da Aldeia

Evento celebra tradição, identidade e resistência cultural em São Pedro da Aldeia

São Pedro da Aldeia será tomada pela força da ancestralidade e da cultura popular neste fim de semana. O Ilê Asé Iyá Oju Omi realiza a 3ª edição do Samba da Malandragem neste sábado (22), a partir das 20h. A celebração acontece na sede do Ilê e reúne sambistas e admiradores da cultura popular em uma noite dedicada à música e à resistência.

Realizado também em 2022 e 2024 no município, o Samba da Malandragem reafirma os laços com a comunidade e fortalece a continuidade das tradições que sustentam o terreiro em São Pedro da Aldeia. A participação é mediante contato prévio pelo Instagram do Ponto de Cultura: @ileaseiyaojuomi_.

O tema central da edição  — a malandragem — é reconhecido como uma construção histórica do povo negro no Brasil. Muito além do estereótipo popular, o malandro simboliza inteligência, estratégia, elegância e a capacidade de criar caminhos de sobrevivência diante de desigualdades e tentativas de apagamento cultural. Essa vivência se reflete na musicalidade, no humor, na espiritualidade e nas expressões que atravessam o samba e os terreiros.

A Iya Maria Fiderioman ressalta o significado espiritual e cultural da celebração:

“Realizar a terceira edição do Samba da Malandragem é celebrar aquilo que nos sustenta: nossa ancestralidade, nossa história e o axé que nos guia. A malandragem, para nós, é sabedoria — é o jeito que nosso povo encontrou de sobreviver, se proteger e manter sua dignidade mesmo diante das dificuldades. É caminho de liberdade. Nesta edição, agradecemos aos nossos mais velhos e desejamos que  o samba continue unindo nossa comunidade. Que seja uma noite de alegria, respeito e fortalecimento para todos nós.”, destacou

Ao longo de suas três edições, o evento consolidou-se como um espaço de convivência, troca e afirmação identitária. Para o Ilê Asé Iyá Oju Omi, manter o Samba da Malandragem vivo é valorizar saberes ancestrais, fortalecer o axé comunitário e reconhecer a importância da memória que estrutura o território aldeense.

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