Direto da Fonte | Sessão da Câmara de São Pedro da Aldeia termina em embates após polêmica do PCCR

Discussões acaloradas, críticas entre vereadores e intervenção firme da Presidência marcaram a sessão desta terça-feira (16)

Debates acalorados, acusações entre vereadores e intervenção firme da Presidência marcaram a sessão desta terça-feira (16)

A sessão legislativa desta terça-feira (16) na Câmara Municipal de São Pedro da Aldeia foi marcada por tensão, discursos duros e troca de acusações entre vereadores, dias após a votação do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) dos servidores municipais. O tema voltou ao centro do debate e expôs divergências internas que já vinham se acumulando desde os adiamentos registrados no início do mês.

O embate começou com o vereador Paulo Santana, que justificou suas ausências em sessões anteriores e criticou colegas por, segundo ele, espalharem versões distorcidas sobre o processo de votação do PCCR. Na sequência, Pedro Abreu reforçou o discurso, citou o Regimento Interno e cobrou respeito entre os parlamentares.

A discussão ganhou tom mais elevado com falas de Zezinho Martins, que defendeu a legalidade das decisões adotadas pela Casa e fez críticas a vereadores que, segundo ele, desconhecem a legislação. Vitinho de Zé Maia também subiu o tom ao cobrar responsabilidade nas falas e acusar parte da base do Executivo de confundir a população.

Em meio às críticas, Jackson Souza destacou o trabalho do presidente da Câmara, Professor Jean Pierre, reafirmando apoio à condução dos trabalhos legislativos. Já Moisés Batista tentou reduzir o clima de confronto, negando intenção de obstruir a votação do PCCR e pedindo o fim de disputas pessoais entre os parlamentares.

O vereador Fernando Mistura apelou por mais colaboração no Legislativo, criticando o que chamou de clima de intrigas. Diante do acirramento, o presidente Jean Pierre encerrou o debate de forma firme, afirmando que não se intimidaria com pressões e que seguiria cumprindo a lei, encerrando a sessão antes que o conflito se ampliasse.

O episódio ocorre em meio ao desgaste político provocado pela tramitação do PCCR. No dia 9 de dezembro, a proposta deixou de ser votada por falta de quórum qualificado, situação que gerou críticas, mobilização de servidores e aumentou a pressão sobre o Legislativo.

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