A exoneração de José Carlos Simonin do cargo de subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, determinada pelo governador Cláudio Castro e publicada no Diário Oficial desta quarta-feira (4), abriu um novo foco de pressão política sobre o governo do Estado do Rio de Janeiro.
Simonin é pai de Vitor Hugo Oliveira Simonin, de 18 anos, que se entregou à polícia nesta quarta-feira como um dos suspeitos de participação em um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos em Copacabana, na Zona Sul do Rio.
A decisão foi confirmada pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, pasta à qual a subsecretaria estava vinculada. Em nota, o governo informou que a exoneração foi adotada no âmbito administrativo “visando resguardar a integridade institucional e assegurar a condução responsável dos fatos noticiados”.
Nos bastidores políticos, a medida é interpretada como uma tentativa do Palácio Guanabara de conter o impacto da repercussão do caso, que ganhou forte visibilidade nas redes sociais e na imprensa, especialmente pela ligação familiar de um dos investigados com um integrante da estrutura do governo estadual.
Até a última atualização das informações, José Carlos Simonin não havia se manifestado publicamente sobre a exoneração.


