O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) por meio da 1ª Promotoria de Justiça de Búzios realizou, nesta quinta-feira (9), a operação “Controle Remoto” com o objetivo de interromper a atuação de lideranças do tráfico que, mesmo presas, continuariam comandando ações criminosas na Região dos Lagos, especialmente em Búzios e Cabo Frio.
A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em cinco unidades prisionais. Foram recolhidos celulares, pen drives, chips de operadoras e cadernos de anotações, materiais que podem comprovar a comunicação entre detentos e criminosos em liberdade.
Os mandados foram expedidos pela 2ª Vara das Garantias e executados pela Coordenadoria de Segurança e Inteligência do MPRJ (CSI/MPRJ), com apoio da Secretaria de Estado de Polícia Penal (Seppen). As buscas ocorreram nos presídios de Gericinó, Bangu 2, Japeri e São Gonçalo.
A investigação foi aberta após o aumento dos casos de homicídios e tentativas na região. Segundo o Ministério Público, a escalada da violência está ligada à tentativa de expansão territorial de uma facção criminosa. Em menos de dois meses, foram registrados diversos confrontos armados, com 37 pessoas baleadas. Dez delas morreram e 27 ficaram feridas.
De acordo com a Promotoria, as apurações indicam que líderes do tráfico, mesmo dentro dos presídios, estariam coordenando ações, recrutando integrantes e tentando ampliar o controle sobre atividades ilegais, como venda de drogas e serviços clandestinos de gás, internet e transporte.
Ainda segundo o órgão, o uso de celulares dentro das unidades prisionais é considerado peça-chave nesse esquema, permitindo que ordens sejam transmitidas à distância. A operação busca justamente desarticular essa estrutura e reunir provas para o avanço das investigações.


