Acidente com bicicleta elétrica volta a acender alerta sobre segurança no trânsito

Morte de jovem em Iguaba leva para o centro da discussão sobre fiscalização, segurança e regras

A morte de uma jovem de 26 anos após um atropelamento envolvendo uma bicicleta elétrica e um caminhão, em Iguaba Grande, nesta quarta-feira (13), voltou a colocar em pauta um debate que cresce em diferentes cidades do estado: a falta de regulamentação clara, fiscalização e infraestrutura diante do avanço acelerado dos modais elétricos nas ruas.

Ayane Silveira dos Santos morreu após ser atingida por um caminhão durante uma conversão no cruzamento da Rua São Paulo com a Rua Leão, no bairro Capivara. Na garupa da bicicleta elétrica estava a afilhada da vítima, uma criança de 8 anos, que ficou ferida. O caso gerou forte comoção na cidade e rapidamente repercutiu nas redes sociais, principalmente pela imagem cada vez mais comum de famílias inteiras utilizando bicicletas elétricas como meio de transporte no dia a dia.

A tragédia em Iguaba acontece após outro caso que mobilizou o estado. No fim de março, mãe e filho morreram após um acidente envolvendo uma bicicleta elétrica e um ônibus na capital fluminense. Na ocasião, testemunhas afirmaram que o coletivo teria fechado a bicicleta antes da colisão. A Polícia Civil investiga o caso.

Os episódios ajudaram a acelerar discussões sobre segurança viária e fiscalização desses veículos. Após o acidente no Rio, a Prefeitura da capital publicou um decreto criando regras mais rígidas para circulação de bicicletas elétricas, scooters e ciclomotores. Entre as medidas estão a obrigatoriedade do uso de capacete, limites de velocidade, restrições em ciclovias e a futura exigência de emplacamento para determinados modelos.

Discussão avança no interior do estado

Enquanto o debate ganha forma na capital, cidades do interior começam a seguir o mesmo caminho. Em Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, a Câmara Municipal realizará na próxima segunda-feira (18) uma audiência pública para discutir mobilidade urbana, circulação de bicicletas elétricas e scooters, além de propostas voltadas à segurança e organização do trânsito.

Na Região dos Lagos, o tema também começa a ganhar espaço entre moradores. O uso de bicicletas elétricas cresceu de forma expressiva nos últimos anos, principalmente entre jovens, trabalhadores e pessoas que encontraram nos modais elétricos uma alternativa mais barata e prática para deslocamentos curtos. O problema é que esse crescimento aconteceu muito mais rápido do que a adaptação das cidades. Em muitos municípios da região, ciclovias são inexistentes, descontínuas ou insuficientes. A convivência entre bicicletas elétricas, caminhões, ônibus e carros em vias estreitas e movimentadas passou a ser rotineiro.

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